Não é segredo que o Manchester United tentou contratar Jürgen Klopp depois que Alex Ferguson começou a sua aposentadoria. O próprio treinador do Liverpool admitiu que houve conversas, mas que ele não poderia deixar o Borussia Dortmund naquele momento. Uma nova biogafia do alemão, chamada Bring the Noise (Traga o Barulho, em tradução livre), dá mais detalhes dessa abordagem dos Red Devils.

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O autor do livro, Raphael Honigstein, que teve acesso a amigos, familiares, colegas e jogadores de Klopp, conta essa história no Daily Mail. Antes de um jogo fora de casa contra o Bayern de Munique, o homem forte do futebol do United, Ed Woodward, viajou à Alemanha para tentar convencer Klopp a substituir David Moyes, que estava prestes a ser demitido.

Klopp, àquela altura, era o treinador que havia pegado um Borussia Dortmund saindo da pindaíba e conquistado dois títulos alemães, além do vice-campeonato europeu. Era natural o interesse do Manchester United. O estranho foi o jeito como Woodward tentou convencê-lo: disse que Old Trafford era “como uma versão adulta da Disneylândia”, “um lugar místico”, continua Honigstein, “onde o entretenimento era de primeira linha e os sonhos se realizavam”.

De acordo com o autor, Klopp admitiu a um amigo que esse argumento era “pouco sexy”, mas não rechaçou a proposta imediatamente. Estava há seis anos no Borussia Dortmund e estava sendo convidado para assumir um dos maiores clubes do mundo. Teria a oportunidade de continuar o trabalho do seu ídolo Alex Ferguson. Balançou. Mas, em conversa com o executivo do Dortmund, Hans-Joachim Watzke, decidiu que ainda havia trabalho a ser feito no Signal Iduna Park.

Seis meses depois, Manchester City e Tottenham também buscaram os seus serviços, sem sucesso, e, ironicamente, o reinado de Klopp no Dortmund durou apenas mais um ano. Anunciou que sairia ao fim da temporada 2014/15 para tirar um ano sabático. Até o executivo do Liverpool, Ian Ayre, ligar para o seu agente, Marc Kosicke.

Kosicke aceitou a chamada, mas apenas se fosse por Skype. Depois da conversa, pesquisou o rosto de Ayre na internet para se certificar de que não lhe haviam passado um trote. Confiante na identidade do seu mais recente interlocutor, passou a proposta para Klopp, que finalmente aceitou trabalhar na Inglaterra.