Para os grandes clubes, a Copa da Itália pode ser até mesmo um “estorvo” no calendário. Um torneio sem prestígio suficiente para alimentar a sua sede por conquistas e que, mesmo assim, eles conseguem levar com facilidade. Para a maioria dos participantes, no entanto, o significado da competição pode ir muito além. É a glória nacional que almejam e que, se faturada, representa tanto na história. Nem sempre esses candidatos a coadjuvante alcançam as fases finais. Mas quando cumprem a ambição, a classificação é comemorada como uma façanha. Basta vez o que aconteceu na madrugada desta quarta, quando a Atalanta voltava para casa após eliminar o Napoli e chegar às semifinais pela primeira vez em 22 anos.

Se a torcida nerazzurra é conhecida por seu fanatismo, isso se escancarou na recepção aos heróis. Centenas de tifosi se reuniram no aeroporto de Bérgamo, onde aguardavam o elenco. E o desembarque foi acompanhado por uma festa digna de título. Os fogos estouravam nos céus e os sinalizadores iluminavam a escuridão. As bandeiras tremulavam, acompanhadas pelos coros tradicionais da Dea e pelas homenagens ao técnico Gian Piero Gasperini. O verdadeiro significado do futebol, que nem sempre se vê, mas segue adormecido no peito de tantas torcidas. Quando é despertado, o espetáculo encanta qualquer um.