Talvez você não se lembre de Maicon. A carreira do centroavante no futebol brasileiro foi muito curta. Prata da casa de Fluminense e Flamengo que, ao invés de seguir a modesta carreira no Atlético Mogi, optou por tentar a sorte no Leste Europeu. E vingou. Não o suficiente para se tornar uma estrela, mas para ser opção a alguns grandes clubes da região. Depois de chamar atenção no Volyn Lutsk e no Zorya Luhansk, ambos do Campeonato Ucraniano, foi parar no Steaua Bucareste e no Shakhtar Donetsk. Seu último clube antes do acidente que interrompeu sua carreira e sua vida.

Maicon faleceu neste sábado, aos 25 anos, em uma batida de carro em Donetsk. E o tamanho do carinho que tinha no Shakhtar foi expresso na nota oficial emitida pelo clube: “Maicon era um jogador talentoso, uma pessoa aberta e amigável que amava a vida e sabia como trazer para ela positivismo e alegria. Esta morte trágica, prematura e sem sentido arrancou de nosso convívio uma pessoa maravilhosa. Esta é uma perda terrível e pesada para cada um de nós. O Shakhtar manifesta as suas mais sinceras e sentidas condolências à família e amigos de Maicon. Que seja para sempre lembrado com carinho”.

Maicon disputou apenas seis partidas pelo Shakhtar Donetsk. Era uma opção que o técnico Mircea Lucescu mantinha próxima, emprestando seguidas vezes para outros clubes ucranianos. Tanto é que, em 2011/12, o centroavante terminou como artilheiro do Campeonato Ucraniano com a camisa do Volyn Lutsk. O segundo brasileiro a alcançar o feito, registrado também seis anos antes por Brandão.

Nesta temporada, Maicon estava emprestado ao Illichivets Mariupol, depois de permanecer no Shakhtar no início da temporada. E vinha crescendo de produção justamente nos últimos jogos. Sua última partida aconteceu no dia 30 de novembro, contra o Metalist, na última rodada antes da pausa de inverno. Marcou o gol de sua equipe no empate por 1 a 1. Seu último ato nos gramados.