Quem eram os oito jogadores do Manchester United que morreram em Munique, 60 anos atrás

O Manchester United dos anos cinquenta era tudo que o futebol inglês precisava, enquanto o país se recuperava dos danos da Segunda Guerra Mundial. Desafiando convenções e com muita audácia, Matt Busby apostava em jogadores jovens, que naquela época demoravam anos para aparecer nos times titulares. Eram os Busby Babes, os garotos de Busby, uma equipe com média de idade entre 21 e 22 anos, extremamente talentosa e destinada a conquistar a Europa.

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A Copa dos Campeões ainda estava no começo. O Manchester United foi o primeiro time inglês a disputá-la, em 1956/57, a segunda edição, e chegou às semifinais, derrotado pelo temível Real Madrid de Di Stéfano e companhia. Ninguém no mundo do futebol inglês ainda estava acostumado com as viagens ao redor da Europa, nem com suas dificuldades, nem com os seus riscos. No ano seguinte, os Red Devils faziam novamente uma campanha promissora. Classificaram-se para mais uma semifinal graças ao empate por 3 a 3 contra o Estrela Vermelha, em Belgrado. Haviam vencido em Old Trafford, por 2 a 1.

O avião que retornava da Iugoslávia pousou em Munique para reabastecer. Nevava bastante na Alemanha. A pista estava escorregadia. A nave tentou decolar uma vez e não conseguiu. Tentou decolar a segunda vez e não conseguiu. Na terceira tentativa, o avião bateu em uma casa e 23 pessoas morreram, inclusive oito jogadores do Manchester United, além de oito jornalistas, três membros da comissão técnica, um torcedor, uma agente de viagem e dois membros da tripulação, sem contar os feridos que nunca mais foram os mesmos.

Até hoje, o desastre aéreo de Munique é lembrado como uma das grandes tragédias do futebol, não apenas pelo número elevado de mortes, mas também por ter interrompido a trajetória de uma equipe brilhante. O mais inacreditável, porém, é que dez anos depois, Matt Busby, um dos 21 sobreviventes, já havia reconstruído o Manchester United a ponto de finalmente conquistar a Copa dos Campeões, contra o Benfica, em Wembley.

Em nome dos heróis que morreram na neve de Munique.

Roger Byrne, lateral esquerdo, 28 anos

Alguns dias depois do acidente aéreo do Manchester United, Joy Byrne recebeu uma boa notícia, que acrescentou algumas lágrimas de alegria às de tristeza que ela ainda não havia parado de derramar por ter ficado viúva do lateral esquerdo e capitão dos Red Devils, com quem havia casado apenas seis meses antes da queda do avião. Oito meses depois de perder um Roger Byrne, o mundo ganharia outro: Roger Byrne junior.

O filho de Roger Byrne até sonhou em ser jogador de futebol, mas nunca conseguiu seguir os passos do pai, que se tornou capitão do Manchester United em 1953, após a aposentadoria de Johnny Carey. A relativa ausência de técnica era compensada com muita força de vontade e liderança que o permitiram atuar 280 vezes com a camisa vermelha e marcar 20 gols. Era um figura paterna dentro do elenco jovem de Matt Busby.

Byrne tinha versatilidade para jogar no ataque quando era necessário. Na temporada 1951/52, quando o United conquistou seu primeiro título inglês em 41 anos, e o primeiro sob o comando de Busby, o lateral esquerdo atuou no setor ofensivo e marcou sete gols nas últimas seis rodadas do campeonato.

O Manchester United quase perdeu o jogador no começo da temporada seguinte, pois Byrne queria retornar à sua posição de origem. Para não perder um dos seus jogadores mais influentes, Busby consentiu, e Byrne liderou o clube a outro título inglês, em 1956, e ficou perto da Tríplice Coroa no ano seguinte, ao repetir a conquista da liga nacional, chegar à final da Copa da Inglaterra e às semifinais da Copa dos Campeões.

O Aston Villa derrotou o Manchester United por 2 a 1 naquela decisão de FA Cup, em Wembley. Mas Byrne não estava preocupado. “Sem problemas”, disse. “Ano que vem estaremos de volta.” Profético, mas apenas até certo ponto. Em maio de 1958, o Manchester United realmente disputava o título da Copa da Inglaterra novamente, mas sem Byrne que, àquela altura, já havia perdido sua vida na neve de Munique.

Geoff Bent, lateral, 25 anos

Em condições normais, Geoff Bent não viajaria para Belgrado. Era o reserva de Roger Byrne na esquerda e Bill Foulkes na direita. Havia disputado apenas 12 partidas de Campeonato Inglês pelo Manchester United, ao qual chegou, direto da escola, em 1948, e passou anos nas equipes jovens e reservas antes de estrear, em 1954, em uma vitória por 4 a 2 sobre o Burnley, no Turf Moor.

A lenda é que Bent poderia ser titular na maioria das equipes da Inglaterra e só não jogava mais no Manchester United porque competia com Byrne, um dos melhores do mundo na posição. O historiador e autor de livros sobre os Red Devils, Roy Cavanagh, expande sobre o assunto, em entrevista ao site United in Focus.

“Você poderia questionar se não lhe faltava ambição, mas estávamos na era do salário mínimo, então um bom jogador do United não receberia mais no Tottenham, exceto mais jogos como titular. Mas a sua família e sua vida estavam em Salford (da Grande Manchester), então por que se mudar? Estava feliz, em um grande clube, todos seus amigos em torno dele. Um lateral esquerdo de primeira linha e precisou um de classe mundial para mantê-lo fora da equipe”, disse.

Naquela temporada, Bent havia sofrido com um pé quebrado. Seu último jogo foi em abril de 1957. Viajou para Belgrado apenas porque Byrne era dúvida por lesão e talvez Bent precisasse jogar. E, no fim, não foi necessário. Bent está enterrado em uma igreja de Irlams o’th’ Height, bairro em que nasceu em Salford.

Em 2005, uma torcedora levou os filhos para visitar o seu túmulo e o encontrou abandonado, escondido pela grama. “Este não é um tributo apropriado para um homem que era idolatrado nesta região, onde nasceu, cresceu e, no fim, foi colocado para descansar”, disse a torcedora ao Manchester Evening News. Ela entrou em contato com o Manchester United, que prometeu cuidar melhor do túmulo de um de seus fiéis ex-jogadores.

Eddie Colman, meia, 21 anos

Se aquele time do Manchester United era chamado de Busby Babes, pela quantidade de jovens talentosos comandados por Matt Busby, Eddie Colman era uma das principais bandeiras. Estreou em 1955, com apenas 19 anos, e rapidamente somou 108 partidas pelos Red Devils, com influência direta nos dois títulos ingleses seguidos que precederam a tragédia. Talentoso até a medula, foi uma das perdas mais sentidas pelo futebol inglês em Munique. Aos 21 anos, foi o mais jovem a morrer no acidente. Estava na sua terceira temporada profissional.

Colman fazia a dupla perfeita de meio-campo com Ducan Edwards. Edwards era o meia incansável, físico, raçudo e destemido – além de muito técnico também. Colman era o criativo. Excelente passador, sabia colocar a bola fora do alcance dos marcadores e tinha habilidade para driblar quem passasse pela frente. Chegava até a irritar os companheiros por segurar demais a bola. Graças ao seus dribles de corpo, ganhou o apelido de Snakehips, algo como quadris de serpentes, em uma tradução bastante livre.

Mas Colman não era apenas técnica: sabia marcar muito bem. “Por toda sua habilidade com a bola, poucas pessoas percebiam que não havia melhor roubador de bolas no esporte”, escreve Roy Cavanagh, no livro Eddie Colman  – Manchester United: A Celebration Of A Busby Babe. “Edwards tinha a força e o físico para torná-lo um oponente formidável quando dividia a bola, mas Eddie era tão equilibrado e móvel que, quando chegou a hora de o United enfrentar o Real Madrid  na Copa dos Campeões, todos ficaram surpresos quando descobriram que Eddie Colman havia recebido a missão de marcar Alfredo Di Stéfano. Não poderia haver melhor tributo para a sua habilidade do que esse”.

O que faltava ao seu jogo eram gols. Colman marcou apenas dois na carreira. O último foi na vitória por 2 a 1 no jogo de ida contra o Estrela Vermelha, nas quartas de final da Copa dos Campeões. Em 14 de janeiro de 1958, três semanas antes do jogo de volta em Belgrado.

Duncan Edwards, meia, 21 anos

“Ele era como um irmão para mim. Eu me sinto terrível tentando explicar às pessoas o quão bom Duncan era. Sua morte foi a maior tragédia que já aconteceu ao Manchester United e à seleção inglesa. Eu sentia que poderia me comparar com qualquer jogador, menos com Duncan. Ele não tinha uma falha no seu jogo. Ele era mais do que grande. Era gigante. Às vezes, parecia que era uma luz brilhante no céu. Duncan Edwards é a única pessoa que fez com que eu me sentisse inferior. Nunca conheci alguém tão dotado, tão forte, com tanta presença”.

São palavras fortes, mesmo se fossem proferidas por qualquer um. Considerando que Bobby Charlton não é qualquer um, mas um dos maiores jogadores que a Inglaterra já viu, conseguimos ter uma boa medida do tamanho de jogador que Duncan Edwards poderia ter se tornado.

Bobby Charlton não era o único a usar o superlativo para descrever Edwards. “Pegue o melhor de Roy Keane, Bryan Robson, Steven Gerrard, Cesc Fàbregas, combine tudo em um único jogador, sem nenhum temperamento ruim, e você teria Duncan Edwards”, disse seu ex-companheiro Wilf McGuinness, em um artigo do The Times, intitulado Duncan Edwards: o gênio que poderia ter vencido três Copas do Mundo para a Inglaterra. A afirmação ousada é baseada na avaliação de Jimmy Armfield, ex-lateral esquerdo da Inglaterra. “Com Edwards, Byrne e (Tommy) Taylor, teríamos vencido a Copa de 1958 e a de quatro anos depois, além de 1966”, disse. O Independent questiona se Edwards foi o “melhor jogador de futebol que já existiu”, o que parece aquele exagero que apenas trajetórias interrompidas por uma tragédia permitem.

Edwards atuava com Colman desde os 15 anos nos times jovens do Manchester United e também foi tricampeão da Copa da Inglaterra dos moleques. Estreou na primeira divisão, aos 16 anos e 185 dias, recorde de precocidade na liga inglesa. Tanto que, mesmo morrendo aos 21, conseguiu somar 177 partidas pelo Manchester United, 21 gols e dois títulos ingleses.

Edwards morreu 15 dias depois da tragédia aérea. Passou duas semanas lutando pela vida em um hospital de Munique. Ao contrário da maioria dos seus jogos pelo United, este ele perdeu. Sarah Anne Edwards foi responsável por colocá-lo no mundo e, em entrevista ao Mirror, contou como foram os últimos momentos com o filho. “Ele lutou pela sua vida, sabe, realmente lutou”, disse. “Ele era forte, mas, no fim, seus ferimentos eram grandes demais. Com a medicina moderna, poderíamos tê-lo mantido vivo, mas me disseram que ele nunca mais poderia jogar futebol. E eu não acho que ele conseguiria ter vivido assim”.

E relatou algumas das suas últimas palavras: “Vamos, mãe, me leve para casa rapidamente. Vamos enfrentar o Wolverhampton no sábado e não posso perder este jogo”.

Mark Jones, meia, 24 anos

A década de cinquenta teve bons e maus momentos para Mark Jones. O meia foi titular durante muito tempo e somou 120 partidas pelo Manchester United. Atuou em todos os 42 jogos da temporada do título de 1955/56 e fez um gol, o da vitória contra o Birmingham City, em dezembro. Emendou outras 40 partidas na campanha seguinte e teve grande atuação contra o Borussia Dortmund nas oitavas de final da Copa dos Campeões de 1957. Foi desfalque na decisão da Copa da Inglaterra daquele ano por causa de uma lesão no olho.

Mas Jones, apesar da sua qualidade, forte no desarme e muito bom no ar, muitas vezes era deslocado para a equipe reserva para dar lugar a Jackie Blanchflower, que começava a se destacar. Na época do Natal da temporada fatídica do desastre de Munique, Jones recuperou seu lugar no time principal e atuou com a camisa 5 no empate por 3 a 3 com o Estrela Vermelha que precedeu a volta de avião para Manchester United.

Gostava de fumar cachimbo e tinha um parafuso a menos. “Era um rapaz adorável, mas, meu Deus, ele era meio louco, ninguém tinha liberdade com ele, nem dentro, nem fora de campo”, contou Bill Foulkes, ex-companheiro de Manchester United.

David Pegg, atacante, 22 anos

David Pegg atuava no ataque pela esquerda, o chamado outside left, e ganhou espaço no Manchester United quando Roger Byrne bateu o pé para voltar para a lateral esquerda. Mas, de 1952, quando estreou, à sua morte em Munique, entrou e saiu do time titular por causa da concorrência com Albert Scanlon. Ainda era jovem e tinha um brilhante futuro pela frente. Esperava-se que fosse o sucessor do grande Tom Finney na seleção inglesa.

Era um ponta-esquerda de respeito, especialista em cruzamentos e também capaz de fazer gols – 28 em 148 partidas. Segundo o historiador Roy Cavanagh, “era a perfeita combinação de Beckham e Giggs porque cruzava bem e fazia gols”. Reza a lenda que o Real Madrid contratou um lateral direito especialmente para marcá-lo antes do duelo pela Copa dos Campeões. Também foi bicampeão inglês, em 1956 e 1957.

Tommy Taylor, atacante, 26 anos

Qual o melhor atacante da história do Manchester United? A resposta sempre depende da época em que o torcedor se apaixonou por futebol. Quem acompanhou os anos noventa poderia falar Eric Cantona. Na década seguinte, talvez Ruud Van Nistelrooy ou Wayne Rooney. O pessoal da década de cinquenta não tem dúvida que foi Tommy Taylor, autor de 131 gols em 191 partidas pelos Red Devils e 16 em 19 jogos pela seleção inglesa.

Taylor era um raro jogador dos Busby Babes que não foi formado em casa. E sua contratação envolve uma fantástica anedota. O centroavante chamava a atenção há algum tempo pelas suas atuações com a camisa do Barnsley. Quando o clube anunciou que estava disposto a vendê-lo, os jornais da época dizem que 14 equipes da primeira divisão fizeram fila para contratá-lo, com Cardiff, Derby e Manchester United à frente.

Matt Busby enviou seu braço direito Jimmy Murphy para observá-lo e o diagnóstico foi positivo. O Manchester United precisava contratá-lo a qualquer custo, e o custo seriam £ 30 mil libras, o que naquela época eram muitas libras. As transferências de apenas dois outros jogadores – Trevor Ford e Jackie Sewell – haviam alcançado a terceira dezena de milhar, e Busby não queria que Taylor atuasse no United com esse peso nas costas.

A solução foi encontrada por Murphy. Sempre que ele visitava o estádio Oakwell, casa do Barnsley, era bem tratado pela senhora do chá, uma mulher chamada Lily Wilby. Ele combinou com o clube de Yorkshire que pagaria £ 29,999 mil pelos serviços de Tommy Talor e daria £ 1 para Lily Wilby. A contratação continuou cara, mas sem dúvida foi um investimento bem feito.

Mas Taylor não queria se mudar para Manchester. “Você sabia que ele nunca quis assinar pelo Manchester United?”, conta o amigo Dickie Bird, que também fez carreira no mundo do esporte, no críquete, e treinava com Tommy quando os dois eram jovens. “Ele foi apenas porque o Barsnley precisava do dinheiro. Acho que você encontrará que Matt Busby e Jimmy Murphy concluíram a transferência no cinema porque queriam mantê-la em segredo”.

Taylor tinha todos os atributos que Busby procurava para liderar o ataque da sua equipe: alto, rápido, forte no jogo aéreo e com faro de artilheiro. Foi bicampeão inglês de 1956 e 1957 e fez grandes campanhas europeias. Na primeira, que levou o United à semifinal contra o Real Madrid, marcou oito vezes e foi vice-artilheiro da competição atrás do companheiro Dennis Viollet, com nove. Fez três no 10 a 0 contra o Anderlecht e outro no Real Madrid. Foi chamado de ‘magnífico’ por Di Stéfano.

Liam Whelan, atacante, 22 anos

“Estávamos jogando pôquer. Eu estava vencendo. Descemos a pista pela primeira vez e o avião balançou de um lado para o outro. Após a segunda tentativa, voltamos ao terminal. Alguns rapazes da imprensa estavam enviando coisas para casa, haviam feito algumas compras, cartões postais e voltaram para o avião. Vou dizer agora exatamente o que Johnny Berry disse: ‘Vamos todos morrer aqui’. E Liam Whelan respondeu: ‘Bom, se acontecer, estou pronto'”.

As palavras são de Harry Gregg, sobrevivente do desastre de Munique como Johnny Berry. Liam Whelan,o talentoso irlandês do Manchester United, não sobreviveu. Natural de Dublin, foi encontrado pelo olheiro irlandês de Matt Busby, Billy Behan, enquanto atuava pelo Home Farm. Foi contratado, ganhou um punhado de Copas da Inglaterra das categorias de base, como seus companheiros, e estreou em 1955.

A essa altura, a ambição de se tornar padre, como muitos jovens irlandeses daquela época, já havia sido trocada pela vontade de marcar gols. Somou 52 em 95 partidas pelo Manchester United, mais ou menos um a cada duas vezes que entrava em campo. “Billy tinha um brilhante controle de bola e era um artilheiro nato. Seu forte era esquematizar, moldar as possibilidades com sua habilidade e excelente visão. Marcou tantos gols do meio-campo, ele seria maravilhoso no jogo de hoje em dia”, disse Busby.

Na época do jogo contra o Estrela Vermelha em Belgrado, Whelan era reserva de outro jovem, um tal de Bobby Charlton. Estava distraído com os problemas de saúde da sua mãe e já havia perdido o pai quando tinha oito anos. Pediu a Matt Busby se poderia pular a viagem para a Iugoslávia e aproveitar para passar um tempo na Irlanda. Busby respondeu que não. Precisava de todos os seus jogadores, caso algum se machucasse.

Os outros mortos

Alf Clarke, jornalista do Manchester Evening Chronicle, o último a entrar no avião porque estava ligando para a mulher para avisar que atrasaria.

Donny Davies, do Manchester Guardian, gostava de música clássica, poesia, arte, teatro e balé, foi prisioneiro de guerra da Alemanha, onde capitaneava o time de futebol dos presos, e somou três partidas pela seleção amadora da Inglaterra.

George Follows, que tinha uma coluna no Daily Herald maravilhosamente batizada de Follow George Follows.

Tom Jackson, do Manchester Evening News, que cobria o Manchester United desde 1934, com um intervalo de seis anos durante a Segunda Guerra para espionar nazistas como sargento da Inteligência do Exército Britânico.

Archie Ledbrooke, do Daily Mirror, que por pouco não viajou para Belgrado porque estava trabalhando em outro artigo, mas o terminou a tempo de pegar o avião.

Henry Rose, o mais lido jornalista de todos os tempos do Daily Express, cujo funeral foi tão grande quanto o de qualquer jogador de futebol, com mil taxistas carregando pessoas ao longo da passeata.

Eric Thompson, do Daily Mail, famoso por fazer os colegas jornalistas darem risadas com suas piadas e por sempre usar uma gravata borboleta.

Frank Swift, do News of The World, grande goleiro da história do Manchester City na época pré-Guerra, com 338 partidas, e outras 19 pela seleção inglesa.

Walter Crickmer, secretário do Manchester United, função essencial na época, e treinador da equipe durante a Segunda Guerra Mundial.

Bert Whalley, ex-jogador do clube e membro da comissão técnica na época do acidente.

Tom Curry, ex-jogador de Newcastle e Stockport County, foi membro da comissão técnica do Carlisle United antes de chegar ao Manchester United, em 1934.

Willie Satinoff, único torcedor do avião que, por ser próximo de Matt Busby, acompanhou a equipe em todas as viagens pela Europa naqueles anos.

Kenneth Rayment, co-piloto do avião.

Bela Miklos, agente de viagem.

Tommy Cable, comissário de bordo.