Gana… Gana… Tudo, menos Gana…

Os norte-americanos ficaram catatônicos quando saiu o sorteio da Copa de 2014. Alemanha? Sem problema, já houve alguns jogos equilibrados entre os dois na história. Portugal? Cristiano Ronaldo é duro de segurar, mas já foi um obstáculo superado em 2002. Mas… Gana? Eles são fortes, eles são habilidosos, eles sempre arrumam um jeito de destruir os ianques, os pobres ianques que fazem um grande esforço para fazer o esporte vingar em seu país.

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Duas eliminações seguidas em Copas já não é fácil de digerir. Começar a edição seguinte contra os ganenses é um sinal de que alguma força maior (leia-se Fifa, nada a ver com Deus, óbvio) não quer que os Estados Unidos realmente se apaixonem pelo futebol.

Os 2 a 1 desta segunda foram a segunda vitória norte-americana em Copas do Mundo no Brasil. A primeira, em 1950, foi o histórico 1 a 0 sobre a Inglaterra no estádio Independência. É considerada a maior zebra da história das Copas, mas o trauma dos Estados Unidos com Gana é tão grande que é até capaz de algum gaiato em Nova York ou Houston dizer que se surpreendeu mais com o resultado de Natal do que com o de Belo Horizonte há 64 anos.

E isso mostra o quanto os norte-americanos podem crescer após a vitória na estreia. Superaram o trauma, o fantasma, o time poderoso e imbatível que parecia criado com o único propósito de acabar com os sonhos norte-americanos. Vencer Gana, ainda mais do jeito que foi – fisicamente inferior, tomando pressão, com três substituições forçadas por contusão – é como superar o destino, ser mais forte que o destino.

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Isso não significa que os Estados Unidos conseguirão bons resultados contra Alemanha e Portugal e arrebatar uma vaga nas oitavas de final. O time é tecnicamente limitado, e deu sinais de que talvez não esteja fisicamente no ponto ideal. Mas, psicologicamente, começaram a acreditar que a classificação é possível. E é. Porque um empate contra os destruídos portugueses pode ser o suficiente. E, para quem já caçou seu fantasma, esse resultado parece bem realista.