É meio estranho ver a Inglaterra atuando fora de Wembley. Desde que o estádio foi reinaugurado em 2007, os Three Lions sempre atuaram no estádio. Sempre até está quinta-feira. Depois de 11 anos do último jogo “fora de seus domínios”, em Manchester, a seleção inglesa entrou em campo em Elland Road, casa do Leeds United. Despediu-se de sua torcida antes de viajar à Copa do Mundo, e teve motivos para sorrir. Sem muitas dificuldades, o time de Gareth Southgate venceu a Costa Rica por 2 a 0. Partida que aconteceu sob os olhares de Tite, interessado em seus adversários na Copa do Mundo. Pois os Ticos não mostraram nada de tão interessante assim.

Se a Inglaterra já tinha feito um grande primeiro tempo contra a Nigéria, voltou a dominar a Costa Rica, em atuação mais constante. Southgate promoveu várias mudanças no time titular, atuando com aqueles que devem ser reservas na Copa. E a melhor novidade foi a entrada de Marcus Rashford. O garoto mostrou que está pronto para brigar pela titularidade ou, ao menos, ser uma peça útil a partir do banco de reservas. Chamou a responsabilidade, comandou as ações no ataque e anotou um golaço que abriu o placar. Aos 13 minutos, percebeu Keylor Navas adiantado e resolveu arriscar o chute. Aproveitou a posição adiantada do arqueiro e, em bola cheia de efeito, assinou a sua pintura.

Era uma Inglaterra que contava com a liberdade aos alas e velocidade na frente, com Vardy acompanhando Rashford. Além deles, formavam a trinca pelo meio Jordan Henderson, Fabian Delph e Ruben Loftus-Cheek. Podia não ser a equipe mais renomada, mas lidou muito bem com a Costa Rica, que mal se aproximava da meta de Jack Butland. O domínio não rendeu novos gols no primeiro e, a partir da segunda etapa, Southgate deu espaço a outros atletas que ainda não haviam participado dos amistosos preparatórios, além de prováveis titulares na Copa.

A Costa Rica foi inoperante. Tinha um lampejo ou outro, mas nada que assustasse tanto assim. Joel Campbell errava demais e Marco Ureña não foi efetivo como nas Eliminatórias. Assim, a Inglaterra aproveitou para fechar a conta aos 31, com dois jogadores que saíram do banco. Dele Alli fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Danny Welbeck sozinho dentro da área. De peixinho, o atacante arrematou às redes. Nota curiosa, ainda vale mencionar as vaias dos torcedores do Leeds aos atletas do Manchester United, rivais dos Whites. Eram vaiados por parte das arquibancadas quando pegavam na bola. Só não dava para empreender este tratamento a Rashford.

Não foi verdadeiramente um teste à Inglaterra, considerando a atuação decepcionante da Costa Rica, fraquejando mesmo em suas virtudes. Mas dá para tirar as suas lições. Principalmente que, neste time jovem, Rashford é um dos caras que podem fazer a diferença. O garoto está com vontade e já demonstrou em outras ocasiões que não tem medo das grandes oportunidades. Em sua primeira Copa, é um nome para ficar de olho.