Analistas gostam de valorizar o desenrolar do jogo do que o resultado final. O resultado pode mentir, pode esconder algum problema ou virtude. A partida em si mostra o que as equipes realmente fizeram. Mas, no caso de Real Madrid x Villarreal, o placar não deve ser colocado como algo secundário.

Os merengues não tinham Cristiano Ronaldo, suspenso. Esse fato já tornava compreensível uma queda de rendimento da equipe, ainda mais diante de um oponente difícil, que briga por vagas em competições europeias e tinha dado um trabalho danado nos 2 a 2 do primeiro turno. Por isso, o jogo deste sábado era um bom teste para ver como o time encontrava soluções nas situações em normalmente o craque português resolvia. Era o momento de ser pragmático, se fosse o caso.

O Real Madrid passou. Sem Cristiano Ronaldo se tornou um time de grandes jogadores, alguns craques, e sem uma referência definida em campo. Ainda assim, os merengues se aproveitaram de algumas boas oportunidades para abrir 2 a 0. O Villarreal cresceu, fez um gol e ameaçou até empatar.

Foi quando apareceu Modric. O croata, jogador que tem crescido muito nas últimas partidas, assumiu o papel de referência da equipe da capital espanhola no segundo tempo. Armou as jogadas, criou espaço e tomou o encontro para si. Os gols foram saindo, mas com o Real Madrid muito mais senhor de suas ações do que antes do intervalo.

Já se sabia que o elenco merengue tem ótimos jogadores, mas neste sábado esse grupo mostrou que sabe interpretar o andar de um jogo para encontrar soluções e vencer. E, no final das contas, o placar de 4 a 2 sobre o bom Villarreal não é muito diferente do resultado que a equipe provavelmente conseguiria mesmo se tivesse Cristiano Ronaldo em campo. Mérito da turma comandada por Modric.