Depois de dois dias dormindo em ônibus e desrespeitando as boas práticas de higiene pessoal, meu planejamento para a noite de quinta-feira era exercer meus direitos civis de homem de classe média: tomar um banho, abrir uma cerveja e ver futebol pela televisão até que o corpo desligasse por conta própria. Mas eis que, por essas coincidências da vida, quando chego em casa não encontro minha esposa, mas um sujeito de nacionalidade uruguaia, que eu nunca tinha visto na vida e que até então eu só conhecia pelo apelido, ávido por acompanhar seu Nacional contra o Grêmio pela Libertadores em Porto Alegre.

Coco el del Camión, mítico torcedor bolso, famoso nas redes sociais lá pela banda oriental e colaborador do Impedimento, encontrava-se estirado no meu sofá, tomando cerveja e vendo futebol pela TV. Tive vontade de esganá-lo, mas a boa educação falou mais alto: um bom anfitrião deveria não só aceitar aquilo numa boa como ainda levar a visita ao estádio.

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