Definidos os confrontos das quartas-de-final da Liga dos Campeões, as equipes se preparam para os confrontos decisivos do torneio. Enquanto alguns times preferem deixar o favoritismo de lado, outros procuram exaltar os pontos fortes do inimigo ou mesmo procurar elementos para reforçar a rivalidade entre os lados envolvidos.

Frank Rijkaard se encaixa no primeiro caso. O holandês tratou de diminuir o possível favoritismo do Barcelona para o confronto contra o Benfica. “Temos de ter atenção porque todos dizem que será fácil. Olhando para trás, vemos que o Benfica eliminou o Liverpool. Sei que teremos o apoio do público, mas quem pensar que será fácil está enganado, pois estes jogos são sempre especiais”, disse o treinador.

Para Ronald Koeman, ter o Barcelona como rival é positivo, ao contrário de temer outro clube considerado favorito pelo caminho. “É um sorteio bonito para nós, porque o Barcelona tem uma história recheada de sucessos, é reconhecido a nível internacional e tem uma excelente equipe. É um dos favoritos à conquista da Liga dos Campeões e isso diz tudo. Por outro lado, a viagem até Barcelona é relativamente curta, o que também nos agrada. Quanto a mim, a nível pessoal, também me agrada, porque lá joguei e treinei [como assistente] muitos anos. Na vida, nada é impossível”, comentou.

Arsène Wenger destacou o confronto contra Patrick Vieira, durante nove anos jogador do Arsenal. “Estaremos 100% para o confronto e receberemos Vieira de volta em seu campo favorito. Estamos certos de que não será fácil para ele, mas não jogaremos apenas contra um jogador e sim contra um time. Talvez a Juve seja a segunda favorita ao título depois do Barcelona, porque eles têm jogadores muito bons. Porém, nosso time está cada vez melhor”, analisou o treinador.

Vieira também comentou sobre o assunto. “Às vezes, o destino reserva estas surpresas e de fato não excluía a possibilidade de que isso acontecesse. Obviamente para mim não será uma partida como todas as outras. Mas além do lado afetivo, penso só no fato de que poderemos vencer”.

Segundo Adriano Galliani, vice-presidente do Milan, o confronto contra o Lyon será bastante equilibrado. “O Lyon joga muito bem e agora faz parte do nível to europeu. O time não tem o passado nem o prestígio de outros clubes, mas é o campeão francês há quatro anos e só foi eliminado na última LC nas quartas contra o PSV por conta de um pênalti escandalosamente não marcado. É uma equipe de primeiro escalão, com um jogador extraordinário, Juninho. É inútil fazer apostas, ainda mais depois do que aconteceu contra o La Coruña em 2004”, disse, referindo-se à eliminação da equipe com uma goleada por 4 a 0 após ter vencido o time galego por 4 a 1 no San Siro.

Juninho Pernambucano admitiu que o Lyon terá dificuldades contra o Milan, mas mesmo assim manteve-se otimista. “Não vai ser nada fácil, pois o Milan é um dos maiores clubes do mundo. Mas para quem quer ser campeão como a gente, não se pode ficar escolhendo adversário, uma hora ou outra teríamos que enfrentar um grande time. Acho que vai ser um jogo de igual pra igual”