Rogério Ceni é um dos maiores jogadores da história do São Paulo, se não for o maior. É um ídolo eternizado não só pelos títulos, mas por atuações marcantes, liderança e identificação com o time. Ninguém fica mais de 20 anos em um clube, ainda mais em um clube do tamanho do São Paulo, só pela amizade. Tem que ter qualidades para tanto. Contra o Palmeiras, neste domingo, o goleiro teve mais uma boa atuação, apesar da derrota por 2 a 0. Teria merecido só elogios, não fosse por um incidente besta no gol palmeirense.

Valdívia subiu sozinho para marcar de cabeça o primeiro gol do jogo. Saiu para comemorar para um lado, depois deu a volta e foi para o outro lado, para comemorar com a torcida do time. Passou em frente ao goleiro do São Paulo, que tentou dar uma rasteira, de leve, no chileno. Ele parece ter se arrependido no meio do caminho, o que provavelmente é o motivo de não ter acertado e ter criado um problema grande para ele e para o São Paulo. Afinal, se ele acerta, como pareceu querer, era para ser expulso e prejudicaria o time. Por sorte, não acertou. Mas alguém do tamanho de Rogério não precisava se colocar nessa situação ridícula, ainda mais aos 41 anos.

É bom dizer: não quer dizer que Valdívia seja santo. É claro que não. Nesse lance, especificamente, ele não fez nada de mais. Comemorava um gol em um clássico, talvez a única coisa que preste nesse malfadado Campeonato Paulista. Além do mais, agressão em um jogo de futebol raramente é justificada, para não dizer nunca.

Confira o lance: