O Milan começou a temporada cheio de expectativas, que não estão sendo cumpridas até agora. A equipe de Vincenzo Montella já foi derrotada três vezes em sete rodadas do Campeonato Italiano e, com a recente disponibilidade de Carlo Ancelotti, demitido do Bayern de Munique durante a última semana, a pressão apenas cresce em cima do treinador rossonero. O último revés veio, neste domingo, contra a Roma, em casa, por 2 a 0.

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Foi gasto muito dinheiro para que o gigante italiano retornasse à Champions League e à briga pelos títulos, mas, até agora, sua campanha não difere muito de anos anteriores, em que pese a necessária adaptação de tantos jogadores novos de uma vez. Depois de ser goleado pela Lazio, na terceira rodada, o Milan perdeu também da Sampdoria. Na Liga Europa, precisou de um gol de Cutrone, nos acréscimos, para vencer o Rijeka, da Croácia, por 3 a 2.

Montella, no geral, não faz um trabalho ruim. Conquistou a Supercopa da Itália da última temporada em cima da Juventus, um título de menor importância, mas o único troféu do Milan desde 2011. Também conseguiu devolver o leão do futebol europeu às competições continentais com o sexto lugar na Serie A. No entanto, sempre que há grandes investimentos há também a pressão por resultados melhores o mais rápido possível.

E ela cresce quando há no mercado um treinador do tamanho de Carlo Ancelotti, um dos maiores da história do Milan. Nessa situação, é bom que o técnico pressionado, ainda mais relativamente novato como Montella, não produza motivos que possam ser usados a favor da sua demissão. Perder no San Siro para a Roma, ainda mais da maneira como foi o jogo, não contribui muito contra essa ameaça.

O time da capital tem conseguido resultados melhores na temporada – cinco vitórias em seis rodadas da liga -, mas ainda não embalou, em termos de desempenho, sob o comando de Eusebio Di Francesco. O resultado da combinação foi um primeiro tempo fraco tecnicamente, com poucas chances de gol e muitos erros. O segundo foi um pouco melhor, e Florenzi quase abriu o placar, ao receber um passe de Pellegrini e tentar dar um biquinho na saída de Donnarumma.

Dzeko abriu o placar contando um pouco com a sorte. Seu chute da entrada da área desviou em Romagnoli e enganou o jovem goleiro do Milan. Em seguida, o bósnio fez um bom trabalho de pivô para permitir que Nainggolan soltasse um poderoso chute, que Donarrumma defendeu como pode. Florenzi pegou o rebote para marcar seu primeiro gol pela liga italiana desde abril de 2016, ou 546 dias atrás.

O caldo azedou ainda mais para o Milan quando Calhanoglu foi expulso, três minutos depois do segundo gol da Roma. Com um a menos, os donos da casa não tiveram força para reagir.