A principal marca do mandato do deputado federal Romário (PSB-RJ) tem sido a postura combativa em relação à CBF e aos gastos públicos da Copa do Mundo. No geral, as críticas em tons duros, rudes e até mal-educados de vez em quando ficavam mais nas redes sociais, na sua página no Facebook e no seu Twitter. Mas agora o melhor jogador da Copa do Mundo de 1994 levou o seu discurso crítico à Câmara dos Deputados.

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A Câmara instaurou uma comissão para escrever a lei, que previa medidas interessantes contra a CBF: fiscalização do Tribunal de Contas da União e da Controladoria Geral da União, prestação pública de contas e um imposto de 10% sobre o lucro com publicidade que teria que ser revertido à formação de atletas. No entanto, a entidade conseguiu retirar do texto final da comissão todos os itens que a envolviam.

Isso deixou o Baixinho possesso. Na hora da votação, ele voltou a chamar os líderes da CBF de “ladrões, safados e cretinos” e nomeou os deputados que fazem parte, nas palavras dele, da “bancada da CBF” dentro da comissão: Vicente Cândido (PT-SP), Jovair Arantes (PTB-GO), Guilherme Campos (PSD-SP), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Seria muito interessante que Romário conseguisse provar as suas alegações de corrupção dentro da CBF ou instaurar uma CPI para investigar eventuais irregularidades, mas, ao menos, não tem nenhum medo de soltar o verbo e falar algumas coisas que vários torcedores gostariam de dizer.

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