É uma pena que Tomas Rosicky tenha sofrido tanto com as lesões durante as últimas temporadas. Ao longo dos últimos 15 anos, poucos meio-campistas combinaram tão bem talento e múltiplas capacidades quanto o tcheco. Desde 2006, colocou-se como um dos jogadores mais queridos pela torcida do Arsenal. Ainda assim, sua fase em Londres não se compara ao ápice no Borussia Dortmund, onde o ‘Pequeno Mozart’ conquistou a Bundesliga e acumulou atuações exuberantes. Aos 35 anos, o veterano despediu-se do Arsenal com uma série de homenagens. Mas ainda terá o gosto de viver os últimos momentos de sua carreira no Sparta Praga, com contrato assinado pelos próximos dois anos.

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“Eu dei a minha palavra de que, se estivesse bem fisicamente, defenderia o Sparta. Estou feliz por estar de volta, viria nem que fosse para a última partida da carreira. Não estou aqui só para jogar, eu vim para vencer. Começo a treinar com o time agora, é o que eu mais preciso no momento. Zdenek Scasny me deu minha primeira chance no time profissional. É inacreditável que ele seja o técnico e nos encontremos novamente”, afirmou, em sua apresentação.

Rosicky pode considerar o Estádio Letná como sua casa. Seu pai jogou como defensor no clube entre as décadas de 1960 e 1970. Já o garoto deu os seus primeiros passos nas categorias de base do Sparta quando tinha apenas oito anos. Por lá, o meia despontou como um dos maiores talentos do futebol europeu. Sua estreia como profissional aconteceu aos 18 anos e, mesmo sem passar das 60 partidas na equipe principal, conquistou o tricampeonato tcheco, já como peça influente nas duas últimas taças. Naquela época, também se destacou na Champions, anotando até mesmo uma pintura contra o Arsenal. Naquele momento, já estava claro que sua saída era questão de tempo.

Rosicky também passou por todas as seleções de base desde o sub-16, convocado pela primeira vez ao time adulto ainda como jogador do Sparta. Em 2001, sua venda ao Borussia Dortmund, aos 20 anos, se consumou como a maior da história do clube tcheco e também a maior contratação feita até então pelos aurinegros – avaliada em €14,5 milhões. Depois disso, a carreira do meia só decolou. Com a seleção, inclusive, tornou-se um dos protagonistas na excelente campanha durante a Euro 2004. Já em 2006, assumiu a braçadeira de capitão, diante da aposentadoria de Pavel Nedved na equipe nacional.

Durante as últimas semanas, muito se especulou sobre a despedida de Rosicky no futebol. Às vésperas de completar 36 anos, o camisa 10 esteve em campo durante duas partidas da Euro 2016, com claras limitações físicas, mas ainda lampejos de sua categoria. A volta a Sparta, por fim, serve de reencontro com a própria história. O meia ainda pode ser importante ao clube de coração, sem conquistar o título nacional desde 2014, em uma liga de menor exigência. Quem sabe, para ainda ajudar a seleção rumo ao Mundial de 2018. Se outros de sua geração, como Petr Cech e Jaroslav Plasil, já anunciaram a despedida, Rosicky manteve a possibilidade em aberto. Talvez a volta para casa lhe ofereça uma última contribuição.

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