Salah teve a primeira chance de jogar na Inglaterra com a camisa do Chelsea, que venceu a disputa com o Liverpool pela contratação do egípcios, três anos atrás. Pagou £ 16,5 milhões pelo destaque do Basel, mas ainda não era o momento dele brilhar na Premier League. Jogou apenas seis vezes com a camisa azul antes de ser emprestado para a Fiorentina. Na temporada seguinte, foi cedido para a Roma, que o contratou em definitivo. E, agora, Salah tem a segunda chance de jogar na Inglaterra. E a segunda chance de jogar com a camisa do Liverpool.

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O momento da chegada de Salah não poderia ser melhor. Seus pontos fortes caem como uma luva no estilo de jogo de Jürgen Klopp: tem velocidade, passe, gols e uma energia quase inesgotável para correr o jogo inteiro. Exatamente o que o alemão cobra dos seus atacantes. Será, provavelmente, pela esquerda, o que Sadio Mané foi pela direita. O treinador usou Philippe Coutinho por dentro, na reta final da Premier League, abrindo espaço para o Liverpool atuar com dois pontas muito rápidos, com mais dois homens de meio-campo e um atacante centralizado.

“Mohamed tem a perfeita mistura entre experiência e potencial. Conhece a Premier League, tem o pedigree da Champions League e é um dos jogadores mais importantes de seu país”, avaliou Klopp. “Seu histórico na Itália foi fenomenal e ele tem as qualidades para melhorar nosso time. Eu o sigo desde que surgiu no Basel e ele se tornou um jogador muito bom. Sua velocidade é incrível. Ele nos dá mais poder de fogo e já somos fortes nessa área. O mais importante é que ele está faminto, ansioso para ser ainda melhor. Ele acredita no que estamos querendo fazer no Liverpool e está extremamente afim de ser parte disso”.

Desde o começo do mercado, o egípcio foi o principal alvo de Klopp para a ponta, à frente até mesmo de Douglas Costa, outro especulado. E o Liverpool abriu a carteira para contratá-lo, embora haja versões diferentes para o valor pago pelos Reds. O Liverpool Echo e a ESPN citam fontes do clube colocando a taxa de transferência em £ 30.8 milhões, com bônus por desempenho que podem levar a quantia total a £ 34.3 milhões. A Roma, no entanto, alega que recebeu £ 36.9 milhões, com £ 7 milhões, em um agregado de £43.9 milhões, o que tornaria Salah o jogador mais caro da história do Liverpool, superando os £ 35 milhões investidos por Kenny Dalglish em Andy Carroll.

Isso, no entanto, é mero detalhe para o torcedor do Liverpool. Os números que realmente importam para ele são os seguintes: 19 gols e 13 assistências em 41 jogos pela Roma na última temporada. Nenhum jogador do Liverpool chegou a esses números, nem em tentos, nem em passes decisivos, em 2016/17. E Salah ainda perdeu quatro partidas pelo seu clube, em janeiro, defendendo o Egito na Copa Africana de Nações. Em seis jogos no torneio internacional, foi duas vezes às redes e deu duas assistências.

“Estou muito feliz. Darei 100% pelo clube. Eu realmente quero conquistar algo aqui. Temos um grande time e jogadores muito bons. Eu vi os jogos da última temporada e todos estavam dando 100% para ganhar algo”, afirmou Salah, ao site oficial do Liverpool.

Ainda mais importante é reforçar o elenco para uma temporada que terá competições europeias, provavelmente a Champions League, caso a equipe passe pelos playoffs. O ataque passa a contar com Firmino, Sturridge e Origi, que também podem atuar pelos lados. Com Mané, Salah e Lallana, que também pode jogar por dentro. Além de Coutinho, outro possível ponta ou segundo atacante. Ainda há Danny Ings e jovens como Ojo e Woodburn para servirem de apoio.

O Liverpool promete um mercado agitado. A imprensa inglesa fala em aproximadamente sete reforços. Ainda há a necessidade de melhorar a defesa, com pelo menos um zagueiro e um lateral esquerdo. O poder de fogo já ganha bastante com Salah, um jogador que parece caber muito bem no estilo de jogo de Klopp.