A primeira vítima

A campina do Derby, onde hoje fica o campo de futebol da Polícia Militar de Pernambuco, recebeu a primeira partida da história do Santa Cruz. O adversário foi o Rio Negro, sobre quem hoje se sabe muito pouco. O “time dos meninos”, acostumado a jogar nas ruas, não se abalou com a estreia nos gramados e venceu por implacáveis 7×0, com cinco gols de Sílvio Machado.

O Rio Negro, inconformado com a surra, pediu uma revanche no seu campo. Mas fez uma exigência curiosa: Sílvio, que tinha acabado com o jogo, não poderia participar. O Santa aceitou a condição e goleou novamente o seu primeiro saco de pancadas, agora por 9×0. Carlindo, o substituto de Sílvio Machado, marcou seis vezes.

O jogo só acaba quando termina

A virada mais impressionante da história do futebol brasileiro deve ser mesmo a da final da Copa Mercosul, quando o Vasco, liderado por Romário, foi para o intervalo perdendo de 3×0 e virou para 4×3 em cima do Palmeiras. Já a mais absurda, pode ser colocada na conta do Santa.

Aconteceu em 1915, quando os corais enfrentavam o América (à época, um dos mais fortes clubes de Pernambuco, e que, no próximo dia 12 de abril, também chegará aos 100 anos) e perdiam por 5×1 quando o cronômetro marcava trinta minutos do segundo tempo. Pois o Santa conseguiu virar para 7×5 e a bola do jogo virou relíquia em sua sede. Infelizmente, não temos um videotape que nos faça entender como o jogo mudou tanto em tão pouco tempo.

Que mané 14 Bis…

Em 30 de dezembro de 1919, a presença ilustre de Santos Dumont (AQUELE) no Recife foi ofuscada por uma vitória do Santa Cruz. Como se sabe, até por dificuldades de locomoção, naquela época ainda havia pouco intercâmbio entre o futebol de diferentes regiões do país. Os clubes do nordeste e do sudeste só se encontravam quando alguém saía em excursão.

E foi em uma visita do Botafogo a Pernambuco que o Santa se tornou o primeiro clube nordestino a ganhar de uma equipe carioca. Não era pouca coisa, já que o futebol do Rio de Janeiro era o mais evoluído do país. Tiano (quem sabe um antepassado do mítico Janco Tianno do FIFA 94) foi às redes duas vezes no triunfo por 3×2. E ninguém mais deu a menor bola para a presença do inventor do avião.

A primeira taça
Santa Cruz campeão pernambucano de 1931

Santa Cruz campeão pernambucano de 1931

O primeiro título é que nem o primeiro sutiã da Patrícia Lucchesi, a gente nunca esquece (se você não entendeu a piada, peça a ajuda do seu pai). É verdade que o Pernambucano de 1931 terminou com uma baita confusão, com direito a invasão de campo por parte de torcida e diretoria corais, em um clássico no qual o Náutico impediu que a conquista se desse de forma invicta.

O que ganhou os livros de história mesmo foi a vitória por 2×0 sobre o já extinto Torre, que defendia o bicampeonato estadual. O Pernambucano foi jogado por pontos corridos e o Santa levantou a taça com uma rodada de antecipação. Valfrido, que abriu o placar, e Estevam, que o fechou, devem ter discutido por muito tempo sobre quem foi o autor do verdadeiro gol do primeiro título tricolor.

Desbancando a seleção

A seleção brasileira costuma se dar muito bem em território pernambucano: só perdeu uma vez em 17 partidas. O autor da façanha foi justamente o Santa Cruz. Voltando da Copa do Mundo de 1934, onde só fez um mísero jogo, a seleção brasileira fez uma escala no Recife, onde disputou cinco amistosos. De início, tudo dentro do previsto: vitórias sobre o Sport, o próprio Santa, o Náutico e a seleção pernambucana.

No último amistoso, a seleção, que contava com Leônidas da Silva como principal destaque, acabou caindo diante do Santa, pelo placar de 3×2. Foi a primeira vez que um clube brasileiro venceu a seleção nacional, algo que apenas outro clube tinha alcançado, o Dublin, em partida realizada no Rio de Janeiro, 16 anos antes. Outros três clubes podem se vangloriar de terem vencido a seleção principal do Brasil: Arsenal, Atlético Mineiro e Flamengo.

Do jejum ao supercampeonato

O Campeonato Pernambucano de 1957 marcava um jejum de dez anos do Santa Cruz, período no qual o Sport tinha sido campeão cinco vezes e o Náutico outras quatro. O estadual foi disputado em três turnos. O primeiro teve a vitória dos corais, enquanto o Náutico venceu o segundo e o Sport ficou com o terceiro. Portanto, o campeão seria decidido em um espetacular triangular entre os grandes clubes recifenses, o que a imprensa logo batizou de “Supercampeonato”.

Náutico e Sport abriram os trabalhos com um empate em 1×1. Os alvirrubros se despediram da disputa com uma derrota de 3×1 para o Santa. E em 16 de março de 1958 (coisas do futebol brasileiro…), os tricolores bateram os rubro-negros por 3×2, em jogo disputado na Ilha do Retiro, já que o Santa ainda não tinha um estádio. Foi o primeiro dos três supercampeonatos conquistados pela cobra coral, que repetiria o feito em 1976 e 1983.

O auge

Os anos 70 foram espetaculares para o Santa Cruz. Foi nesta década que o estádio do Arruda foi inaugurado, servindo de palco para várias conquistas no Campeonato Pernambucano e para as melhores campanhas do clube no âmbito nacional. Em 1975, o Santa chegou à semifinal do ainda jovem Brasileirão.

O direito de brigar por uma vaga na decisão foi conquistado em uma histórica vitória por 3×1 em cima do Flamengo, no Maracanã tomado por quase 75 mil pessoas. O tricolor alinhava com grandes nomes de sua história, como Givanildo, Fumanchu e Ramón, artilheiro do Brasileiro de 73. O centroavante obrigou o goleiro Cantareli a buscar a bola nas redes duas vezes, em um jogo no qual um certo Zico fez o gol de honra rubro-negro.

Três dias depois, a euforia daria lugar à decepção. O Santa recebeu o Cruzeiro e empatava em 2×2, um placar que levaria à prorrogação, onde teria a vantagem do empate contra um adversário que já demonstrava cansaço. Mas um descuido da defesa, aos 46 do segundo tempo, permitiu a Palhinha marcar o gol que levou os mineiros à decisão do Brasileirão. Tivesse superado o Cruzeiro, o Santa enfrentaria o Internacional em jogo único, no mesmo Arruda.

A tromba d’água

Em 1976, o Santa conquistou o seu segundo supercampeonato. No triangular final, venceu tanto Sport quanto Náutico por 2×0. Mas um jogo do primeiro turno pode ser considerado como o ponto de virada daquele estadual, que começava com um Sport arrasador, defendendo o título do ano anterior e emplacando cinco vitórias nas primeiras cinco rodadas.

O astro do bom time montado pelo leão era Dadá Maravilha, especialista em duas coisas: marcar gols e dar declarações folclóricas. Às vésperas do clássico contra o Santa, pela sexta rodada do primeiro turno, Dario prometeu marcar “o gol gota d’água”. Volnei, substituto de Ramón, que havia sido negociado com o Vasco, não deixou por menos e prometeu acabar com a invencibilidade de Toinho, goleiro que ainda não havia sido vazado naquele certame.

Pois bem, ninguém cumpriu a promessa. Volnei nem teve muito tempo para isso, é verdade, já que Nunes, o Cabelo de Fogo, abriu o placar para os corais ainda no minuto inicial da peleja. Mas marcou três vezes na goleada por 5×0. E como a galhofa não tem limites, perguntado sobre a promessa de Dadá, respondeu: “Que gota d’água? É tromba d’água!”.

Volta todo mundo

Como o leitor já deve ter notado, o Santa tem muitas decisões marcantes contra o Sport, mas a virada mais inesperada veio diante do Náutico. Tricolores e alvirrubros entraram em acordo para que as duas partidas da final de 1993 fossem realizadas no Arruda, em uma época onde os clássicos ainda tinham as arquibancadas divididas entre as duas torcidas rivais sem maiores confusões.

A equipe coral, que tinha como destaque o centroavante Washington (AQUELE mesmo que formou o “Casal 20″ do Fluminense com Assis), tinha a vantagem de jogar por dois empates, mas perdeu o primeiro encontro por 1×0. No segundo jogo, um primeiro tempo catastrófico, que terminou com a expulsão de Washington e um gol de Paulo Leme, o principal armador do time alvirrubro.

O Santa precisava virar o placar para jogar pelo empate na prorrogação. O tempo passava e nada mudava, quando boa parte da torcida tricolor já tomava o rumo de casa para não presenciar a festa dos visitantes. Aos 38, o empate animou os mais insistentes. E aos 44, o baixinho Célio virou talismã da torcida coral ao marcar o gol da vitória. Não é raro ouvir relatos de torcedores que já estavam fora do Arruda e deram meia volta para acompanhar a prorrogação e comemorar o título.

Ao vencedor, o Batata

O torcedor tricolor começou 1999 sonhando alto, com as contratações de “medalhões” como os argentinos Mancuso (ele mesmo, o parça do Maradona) e Almandoz e o centroavante Paulinho McLaren, mas era tudo ilusão. Os “reforços” foram sendo descartados pelo caminho e o Santa chegava ao fim da temporada com apenas dois titulares que deixaram saudades, o bom goleiro Nílson e o zagueiro Tinho. Este último, mais pelos decisivos gols de pênalti que marcaria no quadrangular final da Série B. O resto do time era de fazer chorar. De nervoso e de depressão.

O acesso à Série A passava longe das aspirações imediatas da equipe coral. O clube só se livrou do rebaixamento à Série C na penúltima rodada e chegava à última rodada da primeira fase com chances mínimas de seguir adiante na competição. Além de vencer o Sampaio Corrêa fora de casa (um desafio e tanto para quem tinha oito derrotas e um empate como visitante até ali), o Santa precisava de uma vasta combinação de resultados.

Todos colaboraram. Até mesmo os corais, que venceram com gols de Márcio Allan e de um muito improvável Batata. O volante com nome de tubérculo também marcaria o gol da classificação nos playoffs (não é frescura, amigo leitor, a decisão ocorreu em três jogos) contra o São Caetano, que era, disparado, o melhor time da competição. E o Santa voltaria à elite do futebol brasileiro junto com o Goiás, deixando Bahia e Vila Nova para trás.

A volta olímpica que foi sem nunca ter sido

Novamente rebaixado à Série B em 2001, o Santa não teve muito o que comemorar nos anos seguintes. Mas 2005 foi praticamente perfeito para o clube. Liderado pelo baixinho Carlinhos Bala e pelo magrelo Rosembrick, uma dupla digna de desenho animado da Hanna-Barbera, a equipe foi campeã pernambucana por antecipação, já que venceu os dois turnos do torneio. E esteve entre os mais fortes candidatos ao título da Série B desde o início. No quadrangular final, ficou a perigo nos dois primeiros jogos, mas deu a volta por cima com duas vitórias sobre o Náutico.

Para conquistar o acesso, só precisaria desbancar a Portuguesa, no Arruda (onde se mantinha invicto há 34 partidas), ao mesmo tempo em que o Náutico receberia o Grêmio, a alguns poucos quilômetros dali. Com um gol de Cléber, a Lusa colocou a tranquilidade da torcida em risco, mas o artilheiro Reinaldo a devolveu, com dois gols ainda no primeiro tempo. Como a Portuguesa tinha de vencer para continuar sonhando com uma vaga na Série A, partiu para o ataque e deixou os contra-ataques para o time pernambucano. O jogo seguiu aberto até o final, quando o angolano Johnson parou em outro Cléber, o arqueiro tricolor, na última grande chance dos paulistas.

Com o apito final e o empate pendente entre Grêmio e Náutico, o Santa fez a festa do título da Série B, com direito a taça improvisada. Ninguém contava com os desdobramentos da partida que entraria para a história como “a batalha dos Aflitos”, fazendo com que o campeão da competição fosse o time gaúcho. Com outros tantos motivos para festejar, a torcida coral deu de ombros e seguiu celebrando, ainda que um pouquinho desapontada com a água que respingou em seu chopp.

Reação em três atos:

2011 – Zebra em três cores

A pior fase da história do Santa Cruz começou a se dissipar com a conquista de um título de um campeonato no qual a equipe era uma completa zebra. Em 2011, o Sport lutava para igualar o hexacampeonato consecutivo, que até hoje só o Náutico tem. Rubro-negros e alvirrubros duelavam para ver quem investia mais alto, um em busca de estragar o barato histórico do outro. E o Santa? Afundado na Série D, o clube tinha virado um figurante de peso no estadual. Em 2008, chegara a disputar o “Hexagonal da Morte”, no qual as piores equipes do primeiro turno se limitavam a fugir do rebaixamento. Para 2011, nada indicaria uma mudança brusca. Sob nova administração, o Santa montou uma equipe modesta.

Modesta, aguerrida e disciplinada taticamente. Treinado por Zé Teodoro, o time compensava as deficiências técnicas com muito trabalho, terminando a primeira fase atrás apenas do Náutico. Como o Sport teve um péssimo início e ficou apenas com a quarta vaga nas semifinais, o Santa acabou beneficiado com um adversário mais fraco, o Porto de Caruaru, enquanto os adversários se matavam pelo direito ao tal do hexa. Os rubro-negros triunfaram, mas não contaram com a entrega dos tricolores, que venceram o primeiro jogo por 2×0, na Ilha do Retiro, com gols de Gilberto, o artilheiro do time, e Landu, que só havia marcado uma vez no campeonato, em outro clássico, mas contra o Náutico.

No Arruda, o Sport só conseguiu abrir o placar no finalzinho, em cobrança de pênalti de Marcelinho Paraíba. Insuficiente para melar a festa coral. Suficiente para que Landu, o mais produtivo dos improdutivos, pudesse se gabar de ter marcado o gol do título.

2012 – Parabéns pra você

Aos trancos e barrancos, o Santa Cruz conseguiu voltar à Série C. O desempenho do time na competição nacional não foi lá muito animador, mas a base foi mantida para o ano seguinte. Novamente, a má fase de um rival, desta vez o Náutico, fez com que os corais fugissem de um clássico nas semifinais do Pernambucano, o que não era mau negócio para quem ainda vivia um período de vagarosa reconstrução. E mais uma vez o Sport foi o adversário na final. Desta vez, o primeiro jogo aconteceu no Arruda e os eternos rivais não saíram do 0×0. Os rubro-negros, que jogariam por um novo empate, mantinham o favoritismo, ainda que o primeiro clássico tenha se mostrado bastante equilibrado e amarrado.

A vingança leonina tinha o palco perfeito: a Ilha do Retiro lotada e pintada de vermelho e preto, no dia do aniversário do clube, 13 de maio. Só esqueceram de combinar com o penetra. O Santa abriu o placar logo no começo, com gol de Branquinho, um atacante que não havia sido aproveitado pelo Sport na temporada anterior. Mas o empate veio já no minuto seguinte, com Moacir. Em disputa à parte com Marcelinho Paraíba pela artilharia do campeonato, Dênis Marques marcou o dele e assumiu a ponta da tabela, com o tricolor abrindo vantagem no placar.

A partir daí, a cartilha foi a de sempre: quem precisava da vitória pressionava, quem contava com a manutenção do resultado contra-atacava. E foi assim que Luciano Henrique, outro ex-rubro-negro, marcou o terceiro. Edcarlos diminuiu, mas não impediu que o “parabéns pra você” fosse cantado na Ilha. Ainda que de forma irônica e nas vozes da torcida que estava em menor número.

2013 – O raio caindo três vezes no mesmo lugar

O bicampeonato pernambucano foi a última alegria tricolor em 2012. A campanha do Santa na Série C foi pífia e morreu antes mesmo do mata-mata. Zé Teodoro deixou o clube e foi substituído por Marcelo Martelotte, que era o goleiro do Santa no título estadual de 1993, sobre o qual você leu parágrafos atrás. É verdade que o seu trabalho demorou a convencer o torcedor coral, mas a equipe chegou às semifinais disputando cabeça a cabeça com o Sport, que ficou um ponto à frente, e o Náutico, que o superou apenas nos critérios de desempate. Sendo assim, ao contrário dos anos anteriores, o Santa teve de eliminar um dos rivais para chegar à decisão, cabendo aos alvirrubros o papel de vítima.

Nunca um clube havia sido tricampeão pernambucano vencendo o mesmo adversário em todas as finais. Mas já dizia o poeta: tabus foram feitos para serem quebrados. Se no primeiro ano do tricampeonato o Santa jogava no erro do adversário, e no segundo equilibrava partidas na base da raça, no terceiro mostrou alguma superioridade no confronto direto com o leão. Venceu as duas partidas. A de volta, mais uma vez foi realizada no campo rival, que a torcida tricolor gosta de chamar de “casa dos festejos”. Com belos gols de Caça-Rato, o xodó da torcida, e Sandro Manoel, o Santa provava que um raio pode cair até mais que duas vezes no mesmo lugar.

Flávio Caça-Angústia

Havia uma luz no fim do túnel. E, desta vez, não era um trem de desgraças prestes a atropelar o orgulho tricolor. Comemorar um lugar na Série B pode parecer estranho para muitos torcedores (inclusive, o era para os próprios corais, até bem pouco tempo atrás), mas guardava um significado especial para o Santa, depois do longo passeio aos porões do futebol nacional. A campanha de 2013 não foi das mais tranquilas. Só depois que Sandro Barbosa foi destituído do comando técnico é que a equipe ganhou corpo e consistência, sob o comando de Vica.

O treinador vinha de uma grande decepção também, pois no ano anterior tinha sido eliminado pelo Oeste com o Fortaleza, nas quartas de final, após fazer a melhor campanha na primeira fase. A mesmíssima situação que encararia no ano seguinte, agora treinando um outro tricolor nordestino. Talvez ele não tenha relaxado mesmo com a vitória por 1×0 em Betim. O torcedor coral, por mais confiante que estivesse, também não relaxaria até a confirmação de que o Santa havia deixado o inferno da terceira divisão.

Quando o time mineiro empatou o jogo de volta no Arruda, muita coisa passou na cabeça de cada tricolor. Felizmente, a cabeça de Caça-Rato estava fresquinha para marcar o gol que decretava o fim dos piores anos da história do clube. O folclórico atacante virava mito e, ainda antes do reinício da partida, era carregado pelos companheiros, sem nem saber onde tinha ficado a sua camisa, a qual jogou para o alto no momento de euforia. Quem também foi pelos ares foi o sentimento de angústia que atormentou por tanto tempo o Santa Cruz. O primeiro título nacional da história do clube só seria conquistado semanas depois, mas o jogo contra o Betim ficará muito mais marcado na memória tricolor.

Ricardo Henriques, o Calhau, é blogueiro da Trivela e bisneto de Jorge Silva, ex-zagueiro do Santa Cruz

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