A eliminação da Itália na repescagem e a ausência da Azzurra na Copa do Mundo 2018 fez com que a discussão sobre os problemas do futebol no país sejam discutidos insistentemente. Como, aliás, é esperado, não é? Um dos pontos é se o número de estrangeiros na Serie A atrapalha o desenvolvimento de jogadores italianos. Maurizio Sarri, técnico do Napoli, foi duro ao criticar esse tipo de ideia.

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“É ridículo pensar em reduzir o número de estrangeiros, que não é tão alto”, disse o técnico. Na Itália,são permitidos três jogadores extra-comunitários, ou seja fora da Comunidade Europeia.

Além disso, a Serie A é uma das que têm regras mais rigorosas em relação aos jogadores formados em casa. Cada time pode inscrever 25 jogadores, sendo que oito deles devem ser formados na Itália (ou seja, terem jogador em clubes italianos por ao menos três anos entre 15 e 21 anos) e quatro jogadores formados pelo próprio clube (ou seja, terem jogado pelo clube ao menos três anos entre 15 e 21 anos). Os quatro formados pelo clube já contam para os oitos que devem ser formados no futebol italiano.

As regras de inscrição do futebol italiano são as mesmas usadas pela Uefa para inscrição em competições europeias. A maior parte dos países não adota estas mesmas regras nas suas ligas locais. Itália e Inglaterra são alguns que utilizam as regra se a Itália segue exatamente a mesma regra da Uefa. Portanto, não é um problema de excesso de estrangeiros na Seria A atualmente. A liga, inclusive, tem sido uma das que mais tem melhorado ao longo dos últimos anos.

Uma das discussões que passou a existir também na Itália é que o técnico da seleção possa dividir o trabalho com o clube. Algo, porém, que os clubes evidentemente não gostam. “É certo, porém, redesenhar o calendário ao evitar paradas para jogos de seleção e rearranjar estes jogos para o fim da temporada. Só neste caso que um técnico comandar um clube e seleção faria sentido”, analisou o treinador.

Perguntado sobre o agora ex-presidente da FIGC, a federação italiana de futebol, Carlo Tavecchio, Sarri foi mais discreto nas críticas. “Eu não gosto das nossas políticas no momento e eu espero isso em alguns anos eu goste mais”, contou.

“Nós temos que fazer escolhas no campo. Em termos de estrutura, a situação é dramática e nós não temos presidentes das nossas duas maiores ligas”, continuou Sarri. Tavecchio, além de presidir a FIGC, acumulava o cargo de presidente da Lega Calcio, que dirige a Serie A e Serie B italianas, as duas primeiras divisões.

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