Schweinsteiger foi o símbolo de raça e técnica alemã (Foto: Jorge Rodrigues/Eleven)

Schweinsteiger mostrou a técnica e a raça que o fizeram o melhor em campo

ALEMANHA

Neuer – 6,5

Seguro e muito ligado nas saídas do gol.

Lahm – 6

Muito bem no apoio, era sempre uma opção de ataque para a Alemanha. Mostrou isso em um bom cruzamento para Klose, no segundo tempo. Quando cansou, ajudou a manter a posse de bola, com bons passes.

Boateng – 7

Muito firme na marcação e nos desarmes, estava ligado para afastar bola que passou por Neuer e estava na boca do gol. Bela partida.

Hummels – 7

Outro que fez partida bastante segura, com um bom desarme em Messi num contra-ataque.

Höwedes – 5

Tirando o cabeceio na trave em cobrança de escanteio, não fez uma grande partida. Improvisado na lateral-esquerda, destoa bastante do resto da equipe, deixando espaço na marcação e sendo ineficiente no apoio.

Kroos – 5

Mais recuado que de costume em grande parte do jogo, não teve a excelência nos passes de costume. Além disso, desperdiçou duas boas chances na entrada da área criadas por Özil, e quase entregou um gol para Higuaín.

Kramer – Sem nota

Levou uma pancada na cabeça logo no início do jogo e teve que sair pouco depois. Pouco tempo para avaliar, ainda mais em condições tão adversas

(Schürrle – 7)

Deixou o ataque alemão mais incisivo, mas faltou qualidade na finalização em alguns momentos. No fim da prorrogação deu a assistência para o gol de Götze.

Schweinsteiger – 7,5

Foi muito bem na marcação e foi quem mais deu ritmo ao time alemão no setor de meio-campo. Fez 105 passes na partida, o segundo maior passados da partida, atrás apenas de Toni Kroos (107). Além disso, fez nove lançamentos longos, sete deles precisos. Mais do que tudo isso, teve muita raça em campo, se recusando a sair de campo na prorrogação depois de tomar uma pancada no rosto e ficar com o rosto sangrando. O símbolo desse time.

Müller – 6

Fez boa dupla pela direita com Lahm e deu trabalho para Rojo. Podia ter finalizado mais.

Klose – 5,5

Procurou o jogo e se movimentou, inclusive criando perigo numa bola roubada de Demichelis, mas faltou acertar o pé e a cabeça nas finalizações.

(Götze – 7)

Entrou, deu novo gás para o ataque alemão e foi o herói do título, marcando o gol da vitória no final da prorrogação.

Özil – 6

Criou duas boas chances em passes para Kroos na entrada da área. Continuou abaixo do esperado, mas teve provavelmente sua melhor atuação na Copa neste jogo.

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ÁRBITRO

Nicola Rizzolli – 5

Não comprometeu o resultado, teve critério e soube conduzir bem o jogo. Porém, inverteu algumas faltas e inventou outras, como uma de Higuaín em Neuer que não existiu, poderia estar melhor posicionado em alguns lances, como em um em que atrapalhou o ataque argentino, e teve lances confusos com o auxiliar.

ARGENTINA

Romero – 6,5

Esteve bem no jogo, pegando dois bons chutes de Schürrle. Sem culpa no gol, quando tentou fechar o lado da trave.

Zabaleta – 6,5

Muito bem na marcação e no apoio, foi um dos principais jogadores da Argentina no jogo.

Demichelis – 5,5

Fazia partida razoável, mas cochilou em bola roubada por Klose que quase acabou em gol de Schürrle e deu espaço para Götze marcar o gol do título.

Garay – 6

Bem posicionado, fez um bom jogo, seguro.

Rojo – 6

Teve dificuldade para marcar Lahm e Müller pela direita, mas não comprometeu. Ainda foi bem no apoio.

Biglia – 5,5

Ocupou bem os espaços na entrada da área argentina, mas, nervoso, errou bastante com a bola nos pés.

Mascherano – 6,5

Valente na marcação, impediu bem os avanços do ataque alemão, e ajudou a Argentina a iniciar suas jogadas.

Lavezzi – 6

Ajudou a fechar o meio-campo argentino e conseguiu aparecer em alguns contra-ataques.

(Agüero – 5)

Entrou e, sem ritmo de jogo, produziu muito pouco ofensivamente.

Messi – 6,5

Foi o jogador mais perigoso da Argentina, principalmente no primeiro tempo, quando teve espaço para jogar nos contra-ataques. Depois, caiu de produção.

Pérez – 5

Sumido, ajudou apenas a compor o meio de campo.

(Gago – 5,5)

Entrou para jogar apenas a prorrogação, praticamente. Ajudou na marcação e a trocar passes.

Higuaín – 4

No primeiro tempo, perdeu um gol cara a cara com Neuer, que podia ter mudado a história da final da Copa. Depois, esteve muito impedido e mal posicionado.

(Palacio – 4,5)

Fez partida melhor que Higuaín, mas também perdeu uma boa chance cara a cara com Neuer.

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