A França chegou à Rússia cheia de expectativas e ainda está longe de cumpri-las, apesar de ter realizado um bom primeiro tempo, nesta quinta-feira, na vitória por 1 a 0 sobre o Peru. Entre os seus principais jogadores, um dos quais mais se espera é Paul Pogba, pelo seu talento e importância para a equipe. E, se o jogador do Manchester United não brilhou contra os sul-americanos, pelo menos mostrou disposição, no primeiro tempo, para ser o que a sua seleção precisa. 

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Pogba havia participado dos dois gols da estreia contra a Austrália. Deu o passe para Griezmann sofrer o pênalti e tabelou, infiltrando na área, no gol contra do 2 a 1. Mas, no geral, fez uma partida apagada e burocrática, como o resto da equipe.

Contra o Peru, foi diferente. Estava afim desde o começo. Foi o primeiro a levar perigo real a Pedro Gallese, com um chutaço cruzado de fora da área, que pingou perto do gol e foi para fora. Ele também descolou um belo passe por elevação para Mbappé tentar emendar de calcanhar. Além de, claro, ter sido essencial na jogada do único gol da partida. Roubou a bola de Guerrero na intermediária e soltou na medida para Giroud bater. A defesa peruana cortou, e Mbappé, em cima da linha, completou para as redes. 

Nos 89 minutos em que ficou em campo, Pogba deu dois passes para finalização, roubou duas bolas e também acertou um par de dribles. Além disso, foi importante nas bolas aéreas, ganhando quatro duelos pelo alto. Tocou 79 vezes na bola, mais do que qualquer outro jogador francês. E esteve em todos os cantos do gramado. Foi participativo, como tem que ser, até ser substituído por N’Zonzi, já perto dos acréscimos. 

O segundo tempo de Pogba foi pior do que o primeiro, como o de toda a equipe francesa, mas a etapa inicial deu bons sinais de que o meia sabe que pode dar mais. E está tentando. Apesar de tudo, ele já participou das jogadas dos três gols franceses na Copa do Mundo. Isso não é pouca coisa.