O projeto ambicioso de Nasser Al-Khelaifi à frente do Paris Saint-Germain é de conhecimento geral. O xeique catariano não teve pudores para desembolsar quase € 270 milhões em três temporadas e montar um esquadrão muito acima do nível da Ligue 1. E os rumores são de que o magnata estaria disposto a ir além. Segundo o jornal L’Equipe, Khelaifi está montando o ‘golpe do século’ para levar Messi ao Parc des Princes. Um negócio que poderia chegar à casa de € 250 milhões.

Tudo bem que o momento do Barcelona não é favorável. O clube enfrenta uma das piores crises políticas de sua história, há o burburinho do descontentamento nos vestiários com o salário de Neymar e Messi passou por momentos difíceis fora de campo na Espanha, após as descobertas das fraudes fiscais sobre seus ganhos. Ainda assim, é difícil imaginar o camisa 10 longe do Camp Nou. Especialmente considerando seu contrato recentemente renovado até 2018 e da possibilidade que seu salário seja aumentado nas próximas semanas. Além disso, várias vezes o argentino já afirmou que não pensa em defender outro clube europeu.

Interessante é pensar: como Ibrahimovic deve ter recebido o rumor? Porque, afinal, o grande craque do PSG nunca escondeu sua incompatibilidade com Messi nos tempos de Barcelona. Segundo o sueco, se ele não deu certo no Camp Nou, foi por causa da opção de Pep Guardiola em utilizar o camisa 10 como falso nove, não ele. “Era meu sonho de infância jogar no Barça e estava andando nas nuvens. Tudo começou bem, até Messi começar a falar. Ele queria jogar no meio, não nas pontas, então o sistema mudou. Eu fui sacrificado”, escreveu o centroavante, em sua polêmica biografia lançada em 2011.

Nos últimos tempos, contudo, Ibra parece ter deixado as mágoas para trás. Talvez até por receber alguma informação privilegiada nos bastidores do Parc des Princes. “Se ele estiver à venda, o mundo todo estará atrás dele, não apenas o PSG. Eu não sei a situação, mas penso que ele está muito feliz no Barcelona. O PSG sonha grande. Mas, se você comprar Messi, você não sonha grande, você é grande”, declarou há menos de um mês. Já na última semana, o sueco voltou a elogiar o ex-companheiro, dizendo que ele ‘só faz coisas que vemos nos games’ – o que não necessariamente coloca o argentino em um patamar acima de seus autoelogios.

Ibra vive o auge da carreira. Aos 32 anos, tem contrato com os parisienses até 2016, quando já deu a entender que pode pendurar as chuteiras. Ter que lidar com Messi por uma ou duas temporadas não seria grande problema para quem já abriu os braços para Edinson Cavani, um atacante com características bem mais parecidas com as suas. Para se abrir tanto, o sueco talvez esteja pensando naquele que é o único grande feito que lhe resta objetivar na carreira: a conquista da Liga dos Campeões – sua pedra no sapato, a obsessão de Khelaifi e a especialidade de Messi. Olhando por este lado, pelo menos para Ibra, a contratação astronômica não parece tão absurda assim.