O sobrenome ‘Noah’ é sinônimo de sucesso esportivo na França. Yannick é uma lenda do tênis no país, o último jogador local a conquistar o torneio individual de Roland Garros. Joakim, por sua vez, é um dos ícones da seleção francesa de basquete e também ídolo do Chicago Bulls. Ambos reconhecidos por fãs dos esportes ao redor do mundo. O que pouca gente sabe é que ainda há um terceiro Noah atleta, justamente o patriarca da família. E jogador de futebol.

A história de Zacharie Noah é contada pelo ótimo Old School Panini. O camaronês nasceu em 1937, mas o trânsito entre metrópole e colônia fez com que ele seguisse à França aos 11 anos de idade. Começou a carreira no Stade Saint-Germain, precursor do PSG. Já o auge do defensor aconteceu no Sedan, pelo qual foi campeão da Copa da França de 1961. Naquela campanha, foi marcante a vitória nas semifinais contra o Bordeaux, quando o técnico Louis Dugauguez teve uma ideia inusitada: inverteu a numeração das camisas entre defensores e atacantes. Deu certo. Já na decisão, os verderrubros bateram o Nîmes.

O sucesso aconteceu poucos meses antes da despedida de Zacharie, que também chegou a disputar dois jogos pela recém-criada seleção de Camarões. Por conta de uma grave lesão, o jogador de 26 anos pendurou as chuteiras em 1963. Sem deixar rastros se poderia ter sido tão bem sucedido quanto seu filho ou quanto seu neto. Pelo menos uma herança o patriarca deixou: a genética privilegiada. Zacharie era conhecido justamente pelo ótimo preparo físico. O suficiente para gerar um bom tenista e um bom jogador de basquete.

Zacharie Noah