Seleção da Copa

Sem Oscar e Thiago Silva (viu, Fifa?), montamos a nossa seleção da Copa

A Fifa entendeu tudo errado. Deu a Bola de Ouro a Messi, deixou o argentino de fora da seleção dos melhores da Copa, considerou Robben apenas o terceiro melhor da competição, incluiu Thiago Silva e Oscar no time ideal da competição… Pois nós, da Trivela, queremos consertar essas injustiças! Pelo menos no que tange os 11 jogadores que melhor desempenho tiveram nos gramados brasileiros neste último mês.

Através de um criterioso e relativamente unânime processo de votação, elegemos a nossa  seleção dos melhores da Copa. Listamos aqui todos e explicamos o que vimos de especial neles para que fossem reconhecidos como os melhores de suas posições.

A TÁTICA

Louis van Gaal que nos desculpe, mas o time “treinado” pela Trivela teria que partir para o ataque. Gostamos de um futebol ofensivo e vistoso, apesar de reconhecermos o valor da Oranje tão bem montada defensivamente pelo agora técnico do Manchester United. Por isso, em vez do esquema de três defensores, que podem ser cinco, dependendo das circunstâncias, decidimos pelo já tradicional 4-2-3-1, e assim fica a disposição tática dos 11 craques dessa Copa:

Campinho Seleção da Copa

ESCALAÇÃO

Goleiro

Keylor Navas (Costa Rica)
Levante-ESP, 27 anos

Manuel Neuer foi um dos protagonistas da conquista do tetracampeonato alemão, com seu ótimo trabalho com a mão e saídas arrojadas, mas efetivas, do gol. Ainda assim, nenhum outro goleiro, nem mesmo o campeão, nos surpreendeu mais que Keylor Navas, e olha que havíamos acompanhado a grandiosa temporada que ele fez pelo Levante. Navas foi muito mais cobrado que Neuer, fez defesas de maior plasticidade e foi essencial para a campanha surpreendente da Costa Rica. Sofreu apenas dois gols na Copa, mesmo tendo enfrentado as campeãs mundiais Itália, Uruguai e Inglaterra, além da Holanda, nas quartas.

Lateral direito

Philipp Lahm (Alemanha)
Bayern de Munique, 30 anos

Lahm começou a Copa do Mundo no meio de campo, desempenhando a função nele descoberta por Pep Guardiola, desde que este chegou ao Bayern de Munique. E, depois de começar sem tanto brilho no setor, acabou sendo recolocado na lateral direita para as quartas de final, e lá ficou até levantar a taça. E, mesmo em apenas três jogos, fez o suficiente para ganhar lugar aqui. Apoiou muito bem o ataque e seguiu contribuindo com seu passe refinado.

Zagueiros

Mats Hummels (Alemanha)
Borussia Dortmund, 25 anos

Apesar de não ter sido melhor que Boateng na final, em que falhou em um lance que poderia ter acabado em gol de Palacio, Hummels fez um bom jogo e uma Copa do Mundo ainda melhor. Muito bem na defesa, ainda contribuiu com dois gols, sendo um deles o da vitória sobre a França, nas quartas de final. Foi o alemão com maior média de desarmes e interceptações e ainda terminou a competição com média de faltas inferior a uma por partida.

Ron Vlaar (Holanda)
Aston Villa-ING, 29 anos

Qualquer um dos zagueiros da Holanda na Copa merece destaque. O jogo defensivo proposto por Van Gaal funcionou muito bem, e Ron Vlaar foi o que teve mais destaque no setor. Suas duas últimas partidas, em especial, contra Argentina e Brasil, foram surpreendentes para quem acompanha o defensor do Aston Villa. Teve uma campanha de superação individual, e o fato de ter sido o menos faltoso dentre os zagueiros holandeses mostra como ele se sobressaiu principalmente pela ótima técnica demonstrada.

Lateral esquerdo

Daley Blind (Holanda)
Ajax, 24 anos

Blind começou a Copa do Mundo com uma assistência inacreditável no primeiro gol da Holanda contra a Espanha. Praticamente da linha do meio do campo, colocou a bola na cabeça de Robin van Persie, na área, naquele que foi um dos gols mais marcantes do Mundial. Ficou um pouco apagado ofensivamente até fazer um dos gols na vitória holandesa sobre o Brasil, mas teve participação fundamental na defesa, chegando a ser utilizado também como zagueiro e volante. É um daqueles atletas que deixa a Copa em um patamar diferente daquele em que entrou.

Meio-campistas

Javier Mascherano (Argentina)
Barcelona-ESP, 30 anos

Sabe aquele zagueiro mediano que veste a camisa 14 do Barcelona? Bom, esqueça ele. Mascherano, utilizado na sua função de origem, é um grande marcador e mostrou isso nesta Copa do Mundo. Dando segurança à frente de uma zaga criticada antes do Mundial, o jogador foi peça-chave para a bela campanha defensiva argentina. Seu ápice nesta Copa foi a atuação contra a Holanda, quando foi o grande líder emocional do time e o salvador da pátria, ao evitar o gol de Robben no fim do jogo com um carrinho de consequências doloridas em um local nada convencional. Nada que o volante não faria novamente por sua seleção.

Bastian Schweinsteiger (Alemanha)
Bayern de Munique, 29 anos

Schweinsteiger foi o símbolo de raça e técnica alemã (Foto: Jorge Rodrigues/Eleven)

Schweinsteiger foi o símbolo de raça e técnica alemã (Foto: Jorge Rodrigues/Eleven)

Melhor vencedor desta Copa, Schweinsteiger passou por frustrações em seu clube e na seleção antes de dar a volta por cima com as maiores conquistas possíveis pelas equipes que representa. Nesta Copa, à qual chegou em meio a dúvidas físicas, escreveu de vez seu nome na história do futebol alemão sendo o líder do fantástico meio de campo da Nationalmannschaft. Khedira e Kroos também fizeram grandes campanhas e poderiam ser defendidos na Seleção da Copa, mas Schweini foi desde início o cérebro do setor que anulou a França, destruiu o Brasil e segurou a Argentina, na caminhada rumo ao título.

Arjen Robben (Holanda)
Bayern de Munique-ALE, 30 anos

Alvo da maior injustiça individual desta Copa, Robben ficou apenas com a Bola de Bronze, de acordo com a Fifa. Para nós, da Trivela, no entanto, ninguém foi melhor no Mundial que o holandês, que deixou completamente para trás o rótulo que tinha de amarelão. A Oranje se destacou na competição por seu trabalho tático, mas teve espaço também para o brilho individual do camisa 11, dono de arrancadas dignas de um garoto, de finalizações fatais, gols fantásticos e muito, mas muito fôlego.

Lionel Messi (Argentina)
Barcelona-ESP, 27 anos

Messi não mereceu a Bola de Ouro que recebeu. Nós sabemos disso, os argentinos sabem e até ele mesmo deve saber. No entanto, o vice-campeonato não pode apagar sua atuação nesta Copa a ponto de o desconsiderarmos na hora de selecionar os melhores da competição. Se a Argentina chegou à final, foi muito graças a seu poder de decisão em, pelo menos, quatro dos jogos da Albiceleste. Foram, ao todo, quatro gols e uma assistência. Na final, foi o mais perigoso de sua seleção. Não conseguiu o gol que o tornaria “Jesus Cristo” na terra do deus Maradona, mas fez, sim, uma grande Copa.

James Rodríguez (Colômbia)
Monaco-FRA, 22 anos

A Colômbia conquistou a todos com sua torcida fanática e presente e com as comemorações de dancinhas lideradas pelo mito Pablo Armero. Mas só isso não é capaz de fazer uma seleção entrar na memória dos torcedores, é preciso um toque de mágica, e os Cafeteros tiveram isso, sobretudo com James Rodríguez. Com um futebol vistoso, para frente, a seleção teve como grande expoente James Rodríguez, autor de dois golaços, um deles o mais bonito do Mundial, e também dono da Chuteira de Ouro, terminando a competição com seis gols ao todo. Nada mal para sua primeira Copa, ainda tão jovem.

Atacante

Thomas Müller (Alemanha)
Bayern de Munique, 24 anos

Thomas Müller não vai pegar a bola na intermediária e arrancar em direção ao gol driblando meio time adversário, mas balançar a rede é com ele mesmo. Além dos cinco gols no Mundial, que lhe garantiram a vice-artilharia e o levaram a dez no total, sendo esta apenas sua segunda Copa, o alemão foi também essencial para o jogo tático da Nationalmannschaft. Seu trabalho de movimentação, em especial, era impressionante. No gramado do Maracanã, na decisão com a Argentina, era inacreditável como Müller estava por toda a parte. Com tanta estrela em Copas, não duvide que o grandalhão ultrapasse o agora recordista Miroslav Klose na artilharia geral nas próximas edições.