Jimmy Durmaz foi alvo de ofensas racistas nas redes sociais, depois da derrota da Suécia para a Alemanha, por 2 a 1, na segunda rodada da Copa do Mundo. O jogador foi o autor da falta a partir da qual Toni Kroos marcou o gol da vitória germânica aos 50 minutos do segundo tempo. Durmaz, filho de assírios que emigraram da Turquia, recebeu o apoio de todos os seus colegas e do técnico Janne Andersson, no treinamento deste domingo. 

LEIA MAIS: Alemanha arranca virada aos 49 do 2º tempo contra a Suécia e pode até ser primeira

A Federação Sueca prestou queixa à polícia por racismo em nome do jogador, e Andersson avisou a imprensa, antes de começar os trabalhos, que Durmaz tinha que passar uma mensagem. À frente do elenco, muitos com braços cruzados, o jogador do Toulouse, segurando um celular, deu um pronunciamento, traduzido pelo Guardian

“Eu gostaria de dizer algumas coisas sobre o que aconteceu depois do jogo. Eu sou um jogador do mais alto nível e tenho que aceitar que serei criticado pelo que faço em campo. Isso é parte do trabalho e sempre vou aceitar. Mas há limites e, ontem (sábado), passaram dos limites.

Quando alguém me ameaça, me chama de escurinho, árabe maldito, terrorista, membro do Talibã, esse limite foi ultrapassado. E, pior ainda, quando vão atrás da minha família e de meus filhos e os ameaçam… que tipo de pessoa faz uma coisa assim? 

Eu sou sueco e tenho orgulho de representar a equipe sueca. É a ápice do que podemos fazer como jogador de futebol. Eu nunca vou deixar que um racista destrua esse meu orgulho. Temos que tomar uma posição contra o racismo. Ao mesmo tempo, quero agradecer aqueles que me apoiaram e manifestaram carinho. Significa muito. Por favor, continuem torcendo pela Suécia. Precisamos de vocês”. 

Durmaz, então, virou para os companheiros e disse: “Somos a Suécia. E, todos eles, em uníssono, responderam: “Vai se foder racismo”.