O Real Madrid precisou apenas ser eficiente para vencer o Bayern de Munique, por 2 a 1, na Allianz Arena, nesta quarta-feira, e se aproximar de mais uma decisão de Champions League. Enquanto os bávaros perdiam chances atrás de chances, os espanhóis marcaram dois gols nas poucas situações que criaram e trabalharam muito para minimizar as investidas dos adversários. Nessa dinâmica, não brilharam as estrelas de Zidane, mas os operários Marco Asensio e Lucas Vázquez. 

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Asensio, detentor de pleno potencial para se tornar um craque do futebol mundial, entrou no segundo tempo no lugar de Isco. Porque Zidane sabe que o que funcionou uma vez pode muito bem funcionar de novo. Nas quartas de final da temporada passada, Asensio foi introduzido na etapa final desta mesma partida – Bayern no Allianz – e aproveitou a expulsão de Javi Martínez para mudar o panorama. O Real também venceu por 2 a 1 naquela ocasião. 

Entrou pelo lado esquerdo do ataque do Real Madrid e foi muito importante no trabalho defensivo. Executou uma pressão incansável à saída bávara e foi premiado com o gol da vitória, que, não por coincidência, surgiu dessa determinação. Rafinha, com o rebote, errou o passe. Asensio avançou pela esquerda, tabelou com Vázquez e bateu cruzado, com muita tranquilidade, para fazer 2 a 1. 

Vázquez foi titular mais uma vez, como vem sendo nas últimas rodadas do Campeonato Espanhol e em determinados jogos da Champions. Com exceção do passe para Asensio, criou pouco no ataque, mas foi exemplar na sua missão defensiva no segundo tempo. Carvajal saiu machucado, aos 22 minutos do segundo tempo, gerando um problema sério para Zidane. O lateral direito já estava tendo problemas com Ribéry, principal válvula de escape do Bayern de Munique. Todo o ataque bávaro passava pela esquerda. 

O técnico francês poderia ter colocado Jesús Vallejo e deslocado Sergio Ramos ou improvisado Theo Hernández, lateral esquerdo, na direita. Mas preferiu confiar em Vázquez. Entrou Benzema e o atacante espanhol passou à lateral. Recebeu o apoio de Modric e Casemiro. Nos últimos 20 minutos da partida, o Bayern continuou a insistir com Ribéry pela esquerda, mas encontrou menos espaços. Atrapalhou, também, a falta ofensividade de Rafinha, lateral esquerdo improvisado dos alemães. 

Cristiano Ronaldo não brilhou. Apareceu apenas para fazer um gol bem anulado por toque de mão. O meio-campo de Modric e Kroos foi engolido pelo do adversário. Bale e Benzema foram reservas. Mas, na ausência das estrelas, o Real Madrid contou com o trabalho duro dos seus operários para ficar a um passo de mais uma final.