A carreira de Lass Diarra deu uma guinada inesperada. O meio-campista foi anunciado como reforço do Paris Saint-Germain, chegando de graça depois de ter seu contrato com o Al Jazira encerrado em dezembro. Ele sequer disputou o Mundial de Clubes pela equipe. Aos 32 anos, o jogador ganha um novo fôlego na carreira com a ida a um dos clubes mais fortes da Europa no momento. Mas como isso aconteceu, já que o PSG se tornou o clube das grandes (e espalhafatosas) contratações? Bom, a resposta é bem simples.

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A começar do básico: o PSG tem um problema no setor de meio-campo, especialmente os volantes. Thiago Motta, seu titular, está machucado. O volante de 35 anos é o principal jogador para atuar defensivamente no setor. Sem ele, o time tem Adrien Rabiot, Marco Verratti e tem improvisado Giovani Lo Celso. Nenhum deles é um grande marcador, razão que faz a comissão técnica do PSG ficar preocupada, especialmente pensando no duelo com o Real Madrid, pelas oitavas de final da Champions League, em fevereiro.

A conclusão é que o time precisava de um novo jogador para o setor. E entramos no segundo problema: como contratar, sendo que o clube está sob os holofotes depois de ter despejado € 222 milhões para contratar Neymar e ter se comprometido a pagar outros € 180 milhões por Mbappé, que está emprestado e será comprado ao final desta temporada? Os dirigentes sabem que qualquer contratação pode ser um problema, já que todos pedirão fortunas por seus jogadores ao negociar com o PSG e o time terá que prestar contas (em tese) para o Fair Play Financeiro da Uefa ao final da temporada.

É aí que entra Lass Diarra. O jogador tem 32 anos, nasceu em Paris e jogou por grandes clubes como Chelsea (2005 a 2007), Real Madrid (2009 a 2012) e, mais recentemente, o Olympique de Marseille (2015 a 2017). Foi para o Al Jazira em 2017, mas pouco jogou nos Emirados Árabes. Sem contrato, estava livre e, portanto, pode ser contratado sem custos. Com tudo isso, se tornou atraente para o PSG. O clube parisiense precisa vender para equilibrar as finanças, ao mesmo tempo que precisa de um volante. Lass Diarra acaba sendo uma solução.

Lass Diarra vestirá a camisa 19 no PSG (Foto: divulgação)

“Estou muito feliz por finalmente poder me juntar ao clube da minha cidade natal”, afirmou Lassana Diarra, depois de assinar contrato. “O Paris Saint-Germain representa muito para mim e, com a dimensão internacional que o clube ganhou nas temporadas recentes, é o sonho de todo jogador atuar aqui. Eu sou sortudo o bastante para realizar esse sonho, saber como é jogar no Parc des Princes vestindo o azul e vermelho. Eu pretendo fazer tudo que posso, trazer toda minha experiência e mostrar todo meu desejo de jogar para provar que o clube fez a escolha certa ao mostrar confiança em mim”, disse ainda Diarra.

“Nós estamos muito satisfeitos em dar as boas vindas a Lassana Diarra, um jogador de qualidade, ao Paris Saint-Germain”, disse o presidente do clube, Nasser Al-Khelaifi. “Sua vasta experiência, tanto em ligas estrangeiras quanto com a seleção da França, dá à nossa comissão técnica mais uma opção ao entrarmos nesta empolgante segunda metade de temporada. Eu sei que Lassana é muito ambicioso, como todos aqui. Nossos torcedores no Parc des Princes realmente amam jogadores que vieram da região de Paris. Eu sei que eles darão a ele uma recepção calorosa e a força para ajudar o nosso time a alcançar os objetivos”, declarou ainda o dirigente.

Lass Diarra assinou contrato até junho de 2019 e poderá mostrar nesse tempo que ainda tem muita lenha para queimar. O volante esteve no elenco da seleção francesa antes da Eurocopa 2016, mas foi cortado da lista final do técnico Didier Deschamps. Tem experiência e qualidade, embora a sua fase recente não seja das melhores. Acaba sendo um negócio interessante para o PSG não chamar mais a atenção do Fair Play Financeiro e conseguir, assim, reforçar o meio-campo para um duelo crucial para o clube contra o Real Madrid.