Depois de longa jornada pelas principais ligas europeias, Nicklas Bendtner andava em baixa. O Lorde, que outrora vestiu as camisas de Arsenal, Juventus e Wolfsburg, não conseguiu se encaixar na breve passagem pelo Nottingham Forest. Hora de retornar ao países nórdicos para ser rei. Em março, o centroavante de 29 anos assinou com o Rosenborg. E os efeitos da contratação são imediatos: o dinamarquês anotou dois gols em duas rodadas do Campeonato Norueguês. Já vai conquistando os novos súditos, também com sua tradicional dose de galhofa.

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Bendtner já tinha se destacado no final de semana, ao abrir a vitória por 3 a 0 sobre o Odd Grenland. Já nesta quarta, saiu do banco de reservas para ampliar o triunfo por 3 a 0 ante o Sandefjord. Foi uma bola fácil, quase em cima da linha, mas não importa. O oportunismo do novo dono da camisa 9 apareceu. E o melhor ficaria para a saída de campo. Perguntado pelo repórter se é bom ser Bendtner na Noruega, a resposta veio à altura de seu escracho: “É bom ser Bendtner em qualquer lugar”.

Já estava claro que Bendtner não tinha mais bola (nunca teve, dirão os mais maldosos) para as grandes ligas. Desde que deixou o Sunderland, em 2011/12, não passou dos dois gols por edição de campeonato nacional. Na Noruega, já iguala sua marca e não precisa se esforçar tanto para ir além. Veste a camisa de um clube tradicional, pode ser idolatrado e se mantém na ativa para seguir defendendo a seleção dinamarquesa. Quem sabe, para voltar a aparecer na fase de grupos da Liga dos Campeões. O tapete vermelho está estendido ao lorde, basta querer.