Sergio Ramos quebrou o silêncio. Em entrevista à Mediaset, o zagueiro do Real Madrid defendeu-se dos lances polêmicos na final da Champions League contra o Liverpool: a lesão de Mohamed Salah e a concussão do goleiro Karius, confirmada pelo Hospital Geral de Massachusetts. O espanhol, concentrado com a sua seleção, acredita que os episódios tomaram uma proporção maior porque ele estava envolvido. 

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“Deram tanta bola para o tema do Salah…não quis falar sobre o tema porque no final é tudo amplificado, mas, vendo a jogada, ele agarra o meu braço primeiro, eu caio de um lado e ele machuca o outro braço. E dizem que eu lhe dei um golpe de judô. Depois, que o goleiro ficou aturdido por um choque comigo. Só falta dizer que Firmino pegou um resfriado porque caiu nele uma gota do meu suor”, disse Ramos. “Parece que o que Sergio Ramos faz sempre se destaca um pouco mais. Não sei se, quando você está no Real Madrid, e ganha por tantos anos, as pessoas o olham de outra maneira”. 

Sergio Ramos contou que trocou mensagens com Salah. “E ele está bem, se tivesse tomado infiltrações, poderia até ter jogado o segundo tempo. Eu fiz isso algumas vezes”, disse. Apesar da lesão no ombro, Salah foi confirmado na lista de convocados do Egito para a Copa do Mundo da Rússia. O tempo de recuperação previsto é de três semanas, prazo bem apertado para a estreia dos africanos contra o Uruguai, em 15 de junho. 

Enquanto isso, Sergio Ramos não conseguiu se afastar do papel de vilão. Suas declarações não servem a quem acredita que ele pelo menos foi imprudente na jogada de Salah, nem explicam por que correu em direção a Karius, com o cotovelo aberto. Há entre torcedores do Liverpool um clamor por punição da Uefa ao zagueiro. Uma petição online já recebeu mais de 500 mil assinaturas. Mas, segundo o zagueiro, foi tudo normal.