Um dos mais importantes e competentes técnicos do mundo renovou o seu contrato. Diego Simeone, de 47 anos, ampliou o vínculo que tinha com o Atlético de Madrid até 2020, dois anos a mais – o contrato anterior acabaria em junho de 2018. Em sua sétima temporada pelos Colchoneros, o técnico promoveu uma revolução e tornou o Atlético uma potência nacional, se colocando na briga com Barcelona e Real Madrid, e tornou-se uma força também no continente, com duas finais de Champions no período.

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Quando o técnico chegou ao Atlético, em dezembro de 2011, a situação era muito diferente da atual. Gregorio Manzano tinha sido demitido naquele mês depois do time ser eliminado pelo Albacete, então na terceira divisão. Naquela mesma temporada, Simeone levou o Atlético de Madrid ao título da Liga Europa, em uma final doméstica com o Athletic Bilbao e com Falcão García como principal nome do time. Na liga, terminou em quinto lugar, atrás de Real Madrid, Barcelona, Valencia e Málaga. Na temporada seguinte, a revolução começava. O time terminou a temporada em terceiro lugar na tabela, voltando à Champions League. Mais do que isso: foi até a final da Copa do Rei e venceu o rival Real Madrid por 2 a 1.

Veio então a marcante temporada 2013/14. Mesmo perdendo Falcão García para o Monaco, o time se remontou, ainda mais forte. Diego Costa ganhou espaço, David Villa chegou de graça do Barcelona e o time voltou a ser muito forte. Foi quando o Atlético de Madrid de Simeone teve uma caminhada espetacular. Brigou pelo título espanhol ao longo de toda temporada, variando do terceiro ao segundo lugar. Chegou a liderar na 22ª rodada, mas caiu para terceiro na rodada seguinte. Subiu para segundo na 27ª rodada. Assumiu, finalmente, a liderança na 29ª rodada. E tudo ficaria por um fio na última rodada, quando enfrentava o Barcelona no Camp Nou não podendo perder. E não perdeu. Empatou e ficou com o título do Campeonato Espanhol depois de 18 anos. Na última, Simeone era jogador do time.

Na Champions League, a caminhada não foi menos espetacular. O time foi derrubando adversários: ficou em primeiro lugar no seu grupo e, nos jogos eliminatórios, derrubou gigantes: Milan nas oitavas, Barcelona nas quartas, Chelsea na semifinal. A final foi contra o rival Real Madrid. E por segundos, não ficou com o título. Tomou o empate aos 48 minutos do segundo tempo. Na prorrogação, o time não aguentou fisicamente e tomou 4 a 1. Era só o começo do que Simeone faria pelo Atlético, que não seria mais visto da mesma forma. Se tornou uma força na Europa, sempre perigoso e temido.

Não por acaso, o time não ficaria abaixo de terceiro lugar no Campeonato Espanhol depois disso. Também passou a ser frequente nas fases finais da Champions League. Caiu nas quartas de final em 2014/15; na final em 2015/16 e na semifinal em 2016/17. O Atlético de Madrid se tornou um destino desejado por jogadores, porque sabem que é um time competitivo, na Espanha e na Champions League. Nem parecia mais o time que sofreu nos anos anteriores a Simeone no próprio Campeonato Espanhol.

O sucesso e a identificação com as arquibancadas é enorme. Pudera. Simeone tinha sido ídolo como jogador, campeão espanhol e da Copa do Rei em 1996 em um time inesquecível para o torcedor colchonero. Como técnico, não é exagero dizer que ele mudou a história do clube. Com a renovação de contrato, Simeone volta a ter vínculo até 2020. Ele tinha contrato até essa data, mas renovou para ficar com acordo só até 2018, com aumento de salário.

Havia especulação que ele pudesse deixar o cargo, talvez pensando na seleção argentina. Com Sampaoli por lá e o projeto Colchonero firme e forte, a renovação se tornou boa para todos. O interesse de PSG e Internazionale não foi suficiente para que o técnico mudasse de ares. Ele continuará, não mais no lendário estádio Vicente Calderón, mas agora na nova casa, o estádio Wanda Metropolitano.

Diego Simeone, técnico do Atlético de Madrid (Foto: divulgação)

Diego Simeone, técnico do Atlético de Madrid (Foto: divulgação)