O empate era satisfatório para todo mundo. A Dinamarca precisava do pontinho para se classificar sem depender do Peru contra a Austrália. A França garantiria o primeiro lugar do grupo, o que não necessariamente significa um prêmio porque pode resultar em um confronto com a Argentina nas oitavas de final e um caminho muito mais difícil para a grande decisão. Logo, não fez grande questão de ganhar a partida e confirmar a liderança. O resultado foi, obviamente, o primeiro 0 a 0 da Copa do Mundo de 2018. 

Primeiro tempo: nada aconteceu

Didier Deschamps fez alterações na equipe titular. Entrou Djibril Sidibé na lateral direita, Kimpembe na defesa, N’Zonzi no meio campo, Lemar e Dembélé pelas pontas. No gol, Steve Mandanda teve a oportunidade de não fazer nada. Schmeichel foi o único que trabalhou no primeiro tempo, aos 39 minutos. A França lenta e passiva deixava o tempo passar. A Dinamarca, também. E o árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci colaborava marcando umas faltas de ataque na hora que a bola cruzava a área. 

Segundo tempo: menos ainda

As vaias da torcida em Moscou foram o destaque do segundo tempo. Os torcedores que pagaram uma bala para assistir à partida notaram que nenhum dos 22 jogadores em campo estava muito afim de jogar bola. E vaiaram para manifestar essa insatisfação. Porque a partida continuou na mesma toada até a entrada de Nabil Fekir, aos 24 minutos. O meia do Lyon quer um lugarzinho na equipe e tentou mostrar serviço, com dois chutes de média distância. Um pegou a rede pelo lado de fora, e o outro foi bem defendido por Schmeichel. No fim, a França esboçou alguma vontade de atacar, avançou a sua equipe e rondou a área dinamarquesa. Mas, como no resto da partida, nada aconteceu.

Ficha técnica

Dinamarca 0 x 0 França

Local: Estádio Luzhniki, em Moscou
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Brasil)
Cartões amarelos: Mathias Jörgensen (DIN)

Dinamarca: Kasper Schmeichel; Henrik Dalsgaard, Simon Kjaer, Mathias Jörgensen e Jens Stryger Larsen; Andreas Christensen, Thomas Delaney (Lukas Lerager) e Christian Eriksen; Martin Braithwaite, Andreas Cornelius (Kasper Dolberg) e Pione Sisto (Viktor Fischer). Técnico: Aage Hareide

França: Steve Mandanda; Djibril Sidibé, Raphaël Varane, Presnel Kimpembe e Lucas Hernández (Benjamin Mendy); N’Golo Kanté, Steve N’Zonzi, Ousmane Dembélé (Kylian Mbappé), Antoine Griezmann (Nabil Fekir) e Thomas Lemar; Olivier Giroud. Técnico: Didier Deschamps