As arbitragens são assunto recorrente em Portugal – como em tantos outros países, mas por lá frequentando um pouco mais as páginas investigativas. As acusações de favorecimento ao Trio de Ferro são comuns. E, nesta segunda, a vitória do Sporting sobre o Tondela por 2 a 1 virou motivo de revolta clara não apenas entre os perdedores, mas também a Benfica e Porto. Tudo porque o gol decisivo dos leoninos aconteceu bem depois do tempo adicional dado pelo árbitro. Sebastián Coates decidiu quando o relógio já entrava no nono minuto extra.

Jogando em casa, o Tondela abriu o placar com Miguel Cardoso, mas cedeu o empate antes do intervalo, quando Bas Dost balançou as redes. Durante o segundo tempo, o Sporting ficou com um a menos, diante da expulsão de Jérémy Mathieu. E os anfitriões pareciam conquistar um ponto precioso.

O árbitro João Capela assinalou inicialmente quatro minutos de acréscimos. No entanto, quando faltavam menos de 30 segundos para o apito final, Bruno Monteiro sofreu uma entrada dura dos leoninos, precisando de atendimento. Ficou pouco mais de dois minutos no chão, quando a partida foi retomada. O que deveria acontecer, então? Mais 30 segundos no máximo e fim de papo, certo? Não foi o que ocorreu. O duelo teve quase dois minutos a mais, até que Coates decretasse a virada quando o relógio já batia os 98. Só então soou o apito.

Depois da partida, Jorge Jesus tentou justificar. O técnico do Sporting afirmou que o árbitro deu três minutos a mais após o ocorrido, reclamando do antijogo de seus adversários. Ainda assim, ficou o questionamento dos representantes do Tondela. Há quem justifique que o tempo extra poderia beneficiar qualquer um dos lados. Mas, diante da maneira como tudo aconteceu, as reclamações soam como naturais. Especialmente em uma disputa parelha, como a do Campeonato Português. O Porto segue na liderança, com 58 pontos e um jogo a menos. Já o Sporting aparece na cola, em terceiro, com os mesmos 56 pontos do Benfica.