O Sporting oficializou hoje a demissão do treinador José Peseiro. Em entrevista coletiva, Dias da Cunha, presidente do clube, confirmou a saída do técnico. O dirigente Paulo de Andrade também deixou o time.

Cunha lamentou a demissão do treinador, mas ressaltou o trabalho de Peseiro. “Todas as informações que tenho me levam a ter apreço por ele. Se o Sporting fosse meu, Peseiro não sairia, pois o clube precisa da estabilidade e da competência que ele trouxe. Só que o time precisava aliviar a pressão”, disse.

Na despedida do Sporting, Peseiro afirmou que não resistiu “às pressões externas”. “Entendi que as estratégias que posso desenvolver para a motivação, tranqüilidade e retomada dos níveis de confiança dos jogadores são menores do que as condições externas, que, de forma determinante, fazem com que os jogadores estejam a 40 por cento das suas capacidades”, lamentou.

O técnico fez um meã culpa e tratou de pedir desculpas pela campanha titubeante neste início de temporada. “Foi um orgulho muito grande ser treinador do Sporting. Entrei com a missão de ter sucesso, conquistar títulos, mas não foi possível. Peço desculpa aos sócios, jogadores e a todos aqueles que trabalharam comigo, especialmente o presidente, pelo time não ter jogado tão bem como gostaríamos”.

Apesar da saída ter sido provocada pela queda de rendimento do time nos últimos jogos, Peseiro fez um balanço de sua passagem pelo clube. “Ainda assim, orgulho-me do futebol que praticamos ao longo da temporada: perdemos o campeonato português a seis minutos do final de um jogo e fomos finalistas na Copa Uefa”.

Por fim, ele deixou uma mensagem ao seu substituto. “Gostaria que o meu sucessor tivesse a tranquilidade para trabalhar que eu não tive”.