Três dos personagens da épica vitória da Roma sobre o Barcelona por 3 a 0 nesta terça-feira. Edin Dzeko foi o grande destaque técnico do jogo. Daniele De Rossi foi tecnicamente muito bem, liderou o time, exercendo bem o seu papel de capitão. E teve também Kevin Strootman, volante holandês que também foi bem no jogo e falou bem sobre um jogo que marcou a história e entrou para a memória coletiva dos torcedores. Reunimos as declarações desses três personagens que mostram o tamanho do feito e o impacto para eles e para a Roma como um todo.

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Strootman: “Nós acreditamos na virada depois do gol de Dzeko”

“Foi uma noite muito especial para todos os romanistas e muitos italianos”, afirmou o jogador à Roma Radio. “Eu vi que clubes da Serie A nos parabenizaram também e isso é muito legal. Nós batalhamos e fizemos tudo para conseguir um resultado importante. Nós sabíamos que seria difícil contra um time muito bom, mas nós demos tudo. Eu devo agradecer também aos torcedores por lotarem o estádio”, disse o volante.

“Eu vi os torcedores nas ruas, foi bonito. Quando nós começamos a acreditar? Depois do primeiro gol. O gol de Dzeko nos deu algo mais, nós fizemos uma partida perfeita. Nós marcamos logo no início e o terceiro gol veio perto do fim. Nós realmente acreditamos depois do gol de Edin [Dzeko]”, afirmou o holandês.

“Eu vi todo mundo lutar: do roupeiro aos torcedores. Todo mundo queria esse resultado. O Barcelona fez cera no segundo tempo. Foi estranho, porque eu vi muitas vezes os jogos do Barcelona e eles nunca fazem cera. Eles sempre querem jogar, mas desde os primeiros minutos eles estavam perdendo tempo. Nós exploramos esse medo”, analisou. “O time que mereceu mais avançou às semifinais. Depois da derrota por 4 a 1 fora de casa, foi difícil avançar, mas nós merecemos algo no Camp Nou”.

“Quem iremos enfrentar não é importante, todos os semifinalistas serão fortes. Agora nós temos o objetivo de chegar à final. Depois das nossas partidas na liga, nós temos que pensar na Champions League. Nosso objetivo é Kiev: nós estamos na semifinal, mas não é o bastante”, disse o jogador.

“Os outros times não irão mais comemorar nos enfrentar na hora do sorteio. Se eles quiserem jogar contra nós, eles serão bem-vindos. Nós respeitamos todo mundo, mas não tememos ninguém”, declarou ainda Strootman.

Dzeko: “O melhor ainda pode estar por vir”

“Agora eu posso jogar a semifinal também! Não foi fácil, mas eu fiquei aqui e eu estou feliz de estar aqui. Eu acho que o clube está feliz também”, afirmou Dzeko à Mediaset Premium depois do jogo. Ele se recusou a responder sobre de quanto dinheiro abriu mão para continuar no clube, depois da proposta do Chelsea. “Não vamos falar sobre isso. Dinheiro não importa”, sorriu o bósnio.

“Isso foi o melhor, mas ainda o melhor ainda pode estar por vir. O jogo provou que podemos jogar contra qualquer um, já que o Barcelona é um time tão forte. Nós fizemos três gols neles e poderíamos ter feito mais”, continuou.

“Eu nunca vi o Barcelona sofrer tanto. Nós os pressionamos constantemente desde o primeiro minuto. Foi mais fácil para mim jogar quando o Schick e Radja estavam perto de mim, já que isso criava mais espaço e espalhava a defesa deles. Foi a primeira vez que jogamos com tr6es zagueiros e nós fomos muito bem. Eu fiquei muito feliz com esse sistema”, contou o atacante.

“Nós todos acreditávamos, mesmo se todo mundo nos desse 5% de chance. Nós sabíamos que seria duro com os 3 a 0, mas nós fizemos isso de forma esplêndida, eu posso dizer tranquilamente que a Roma é uma semifinalista da Champions League merecidamente”, afirmou ainda Dzeko.

Quando perguntado sobre até onde pode ir o time, Dzeko mostrou empolgação. “Eu espero que até a final! Ninguém acreditava em nós e nós chegamos às semifinais. Pela primeira vez na Champions League [a última vez, em 1983/84, ainda era a chamada Copa Europeia]. Eu estou muito feliz que eu posso assistir ao sorteio das semifinais e ver a minha Roma lá”.

De Rossi: “Este é certamente um dos dias mais felizes da minha carreira na Roma”

“Seria um triunfo para qualquer time, mas particularmente para nós, para a dimensão que a Roma sempre teve na Europa, é verdadeiramente incrível”, afirmou o capitão romanista. “Agora nós temos que dar o próximo passo, não pensar que estamos na semifinal e que já atingimos o máximo. Eu não acredito que atingimos”, disse ainda De Rossi ao Mediaset Premium, depois do jogo.

“Nós sabíamos que seria difícil, mas nós tivemos aquele pequeno pedaço de confiança. O primeiro jogo nos mostrou que o Barcelona tem muita qualidade, mas não tanta quanto há alguns anos. Nós marcamos dois gols contra, então houve algumas situações dúbias e nós sabíamos que a diferença não era de 4 a 1”, explicou.

“É um longo caminho disso para vencer por 3 a 0 e não sofrer gols em casa, mas todos os créditos ao técnico, porque ele inventou essa formação há dois dias, enfiou na nossa cabeça e isso fez maravilhas”, afirmou o camisa 16 da Roma.

“Eu tenho quase 34 anos, eu quero manter o meu equilíbrio. Eu sei que o gol contra fez as pessoas ficarem falando, mas eu prefiro jogar com coragem e me jogar ali arriscando ter azar de um gol contra do que jogar de forma segura, sem risco. Eu tenho que lutar e dar tudo de mim por todos os jogadores”, disse.

“Este é certamente um dos dias mais felizes da minha carreira na Roma. Eu fiquei emocionado vendo os torcedores antes do jogo e eu disse aos meus companheiros, se eles acreditam, nós não podemos deixar de acreditar. A pior situação que pode acontecer era não se classificar, a pior, mas a melhor…”.