A primeira metade de temporada do Liverpool foi muito boa, mas ficou bastante caracterizada pela dependência da equipe nos gols de Luis Suárez e Daniel Sturridge. Neste início de janeiro, no entanto, o restante do time tem melhorado. Embora o uruguaio siga resolvendo partidas e o inglês tenha retornado de lesão com um gol e uma assistência, os outros atletas têm aumentado sua participação nas vitórias e entendido melhor seus papéis dentro de campo.

Se a defesa dos Reds ainda tem uns ajustes a fazer, do meio para a frente há cada vez menos no que se mexer. Na segunda quinzena de novembro, Brendan Rodgers sofreu para encontrar a melhor formação para seu meio de campo. Mudava muito a formação tática e ainda começou dezembro perdendo Steven Gerrard por lesão. Ainda assim, contou com a ascensão de jogadores como Raheem Sterling e Jordan Henderson para corrigir as falhas e definir quem seriam seus titulares.

Quando Sterling foi promovido ao time principal, era cercado de expectativas e demorou para dar respostas dentro de campo. Nos últimos dez jogos, no entanto, começou a entregar um pouco daquilo que se espera dele, marcou alguns gols e foi importante na criação de chances para o impiedoso Suárez. Henderson, por sua vez, começou a dar mais a cara a bater e se expor mais nos jogos. Menos tímido em campo e com maior presença ofensiva, tornou-se mais uma opção na criatividade ofensiva da equipe.

Philippe Coutinho, por outro lado, ainda não conseguiu reproduzir as ótimas atuações que teve na reta final da última Premier League, mas segue sendo importante no setor ofensivo. O brasileiro tem perdido boas chances de gol ultimamente, porém, não decepciona quando o assunto é abrir espaço nas defesas adversárias com passes em profundidade e movimentação constante. Por último, Steven Gerrard, recuperado de lesão, voltou bem e, reinventado, ainda consegue contribuir com a equipe.

Aos 33 anos, Gerrard naturalmente não tem o mesmo vigor físico de anos anteriores. Limitado fisicamente, o capitão do Liverpool soube se adaptar à nova realidade e, atuando mais recuado, não é mais o grande protagonista dos Reds, mas ainda é, sim, muito útil à equipe. Chegando às vezes a se posicionar até mesmo como um líbero, o camisa 8 dá sua contribuição para o time iniciando as jogadas ofensivas lá de trás.

Como ficou provado na vitória por 5 a 3 sobre o Stoke, a parceria entre Suárez e Sturridge não foi abalada pelo período que o segundo ficou de fora por contusão. Os dois seguirão marcando grande parte dos gols do Liverpool e sendo a maior esperança de resolução de partidas complicadas. No entanto, como um todo, o time comandado por Brendan Rodgers apresenta evolução em relação ao início da temporada, e isso será muito importante na briga por uma vaga Liga dos Campeões e, mais esperançosamente, pelo título.