Luis Miguel Rodríguez é daqueles jogadores que parecem feitos para defender apenas um clube. As outras camisas que vestiu pouco importaram, quando ele se identifica apenas com um distintivo. La Pulga nasceu na província de Tucumán. Já atuou por Racing de Córdoba e Newell’s Old Boys, mas nem de longe repetiu os grandes momentos vividos com o Atlético Tucumán. Baixinho e um tanto quanto rechonchudo, o atacante de 32 anos compensa pela qualidade com o pé direito. Um ídolo de verdade, que contribuiu em quatro acessos dos tucumanos, recolando a equipe na primeira divisão em 2009 e 2016. Já nesta temporada, protagoniza seu time de coração nas competições continentais. O camisa 7 anotou os três gols que confirmaram a classificação às oitavas de final da Copa Sul-Americana, eliminando o Oriente Petrolero com a vitória por 3 a 0.

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La Pulga Rodríguez não tinha sido tão preponderante na Libertadores. O atacante marcou apenas um gol na principal competição continental, sem evitar a eliminação do Atlético Tucumán na fase de grupos. No entanto, com as vendas de jogadores importantes do elenco, o veterano reapareceu para comandar o Decano na Sul-Americana. Já tinha anotado o primeiro gol do time na vitória por 3 a 2 sobre o Oriente Petrolero, em Santa Cruz de la Sierra. E, nesta terça, foi o grande nome do jogo no Estádio Monumental José Fierro.

Diante do apoio incondicional da torcida, Rodríguez apareceu pela primeira vez aos 45 do primeiro tempo. Partiu em velocidade e tocou na saída do goleiro, fazendo a massa albiceleste explodir. Já aos cinco minutos da etapa complementar, o camisa 7 foi oportunista o suficiente para ampliar. Do alto de seu 1,62 m, o baixinho desviou cruzamento de cabeça. E viria mais aos 38, completando a sua tripleta. O goleiro Gustavo Salvatierra entregou a paçoca, para o artilheiro bater de primeira, com a meta vazia. Ao apito final, uma grande queima de fogos estourou nos céus de San Miguel de Tucumán para comemorar a classificação.

Beirando os 300 jogos com a camisa do Decano, Luis Miguel Rodríguez também figura entre os maiores artilheiros da história do clube. Mesmo jogando em uma equipe sem tanta expressão, chegou a ser convocado por Diego Maradona à seleção, em 2009. Reconhecimento enorme para quem verdadeiramente honra a camisa que veste. Ainda podendo render mais, La Pulga figura entre os maiores ídolos albicelestes. E ampliou a sua lenda com o feito desta terça na Copa Sul-Americana. Não ergue tantas taças ou ter repercussão internacional, mas a adoração de sua torcida já é suficiente para eternizar o camisa 7 – ao menos no coração dos seus conterrâneos.