A violência entre torcedores aflige o futebol em diferentes partes do mundo. No Brasil, uma das cenas mais fortes dos últimos anos aconteceu na rodada final do Brasileirão, na partida entre Atlético Paranaense e Vasco. Uma barbaridade que tomou conta das arquibancadas da Arena Joinville, com torcedores caídos sendo agredidos por rivais. E, enquanto as soluções mais contundentes são aguardadas por aqui, imagens muito parecidas foram registradas neste final de semana, no Superclássico Hondurenho.

Motagua e Olimpia compõem o principal dérbi de Tegucigalpa, capital de Honduras. São 85 anos de rivalidade, além de 39 dos 63 títulos nacionais. Mas o jogo do último domingo, que valia a liderança do Campeonato Hondurenho, acabou em pesadíssima violência. Os torcedores romperam as barreiras que os separavam no Estádio Tiburcio Carías Andino e começaram a se agredir. Já caído, um torcedor do Olimpia foi alvo de vários chutes dos rivais e saiu do estádio desacordado.

Segundo a imprensa local, a gravidade de seus ferimentos é desconhecida. Enquanto isso, só um torcedor do Motagua foi detido. E não é de hoje que episódios como esse acontecem no dérbi: em 2009, duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas em um confronto de torcedores nos arredores do Estádio Nacional de Tegucigalpa.

Já em campo, nenhum dos dois times conseguiu se impor e o empate por 0 a 0 acabou dando a liderança de graça ao Real España. O único ataque que funcionou – e muito menos brutal que o dos torcedores – foi o de um enxame de abelhas que passou a voar sobre o gramado e obrigou os jogadores a deitarem no chão. Antes a cena cômica não tivesse sido sobreposta por outras imagens tão tristes no Superclássico.