A ética profissional, ou, pelo menos, o corporativismo entre os técnicos, não parece estar em alta no continente europeu. Aproveitando o mau momento do Real Madrid, ex-treinadores do clube e até o criticado técnico da seleção espanhola “espinafraram” o colega brasileiro, ainda que de maneira sutil.

Javier Clemente, ex-técnico da “Fúria”, que encontra dificuldades para se classificar para a Copa-2006, ironizou as conquistas de “Luxe”: “Não gosto nada dessa história de ‘quadrado mágico’, mas como diz que é campeão do mundo e que ganhou tudo, que vá em frente”. Sobre a suposta característica do esquema de jogo de Luxemburgo de não atuar pelos flancos so campo, Clemente disee que “pode ser que no Brasil sirva, mas aqui [na Espanha] não acredito”.

Já Carlos Queiroz, o português assistente de Alex Ferguson no Manchester United, que dirigiu o conjunto merengue na temporada 2003/2004, na qual não ganhou nenhum título, disse que fez “um milagre” com o que tinha em mãos, presumivelmente se referindo a Zidane, Figo e Ronaldo.

Queiroz disse ainda que acredita ter saído do clube por “tomar suas próprias decisões”. “Alguém não gostou que eu trabalhasse com independência e foi o que me tirou do clube”, declarou ao diário madridista Marca.