A Federação Brasileira de Técnicos de Futebol enviou um projeto-lei para Brasília querendo moralizar a profissão de treinadores no Brasil. A principal proposta é impedir que um profissional demitido pelo clube receba até o fim do contrato e seja impedido de trabalhar em outro time da mesma divisão.

No lançamento da FBTF, essa proposta já havia sido mencionada por Vágner Mancini, técnico do Atlético Paranaense e primeiro vice-presidente da entidade. Ele, agora, espera a avaliação do ministro do Trabalho, Manoel Dias, e depois pretende se sentar com a CBF e com os clubes para um debate.

“Estou muito otimista. Tenho certeza que vão entender a necessidade de qualificar a nossa classe”, explicou Mancini, em entrevista à Trivela. “A partir do momento em que o técnico for demitido, tem que receber todo o contrato e não pode dirigir outro clube da mesma divisão. Não é puxar para o lado do treinador, nem para o lado do clube”.

A ideia da FBTF também é regularizar a profissão. Segundo Mancini, 85% dos treinadores no Brasil não tem contrato assinado. “Queremos mudar esse panorama, fazer todos os treinadores terem um vínculo com a CBF, que o técnico seja mais respeitado, que o clube honre o compromisso que ele acertou”, afirmou.

Nos moldes do que é feito na Europa, com cursos sob a chancela da Fifa e da Uefa, a Federação pretende educar os treinadores do Brasil, e espera que isso melhore o nível do profissional. O mais importante é que, mesmo antes dos jogadores criarem o Bom Senso FC, os treinadores, profissão das mais criticadas no país, se reuniram para ficarem mais fortes e já estão dando os primeiros passos.