Jogadores do America-RJ saúdam a torcida antes da partida contra o Quissamã (Divulgação)

[Tema da semana] O que aconteceu com tradicionais símbolos de quatro capitais brasileiras?

O futebol do interior está morrendo no Brasil! Sim, o momento é bastante difícil, mas não é uma questão geográfica apenas. As mesmas mazelas dos interioranos também acometem clubes das capitais, mesmo os que têm tradição e, em alguns casos, torcidas numerosas. Basta estar fora do foco da grande mídia para se tornar vulnerável a qualquer erro de decisão, qualquer montagem mal feita. E, aí, vemos muita gente despencar na tabela.

No último domingo, o Brasil viu o tradicional Vila Nova amargar seu primeiro rebaixamento no campo pelo Campeonato Goiano. Curiosamente, esse mesmo clube comemorava, em novembro, seu retorno à Série B nacional. Não é um caso isolado. Outras equipes tradicionais sofrem com a dificuldade de se sustentar no modelo do futebol brasileiro atual.

Por isso, o tema da semana é explorar a história de alguns clubes tradicionais de capitais brasileiras, e mostrar as mazelas de cada um. De uma falta de planejamento momentânea à luta para se manter vivo.

Segunda: Vila Nova sobe no nacional, cai no estadual

Um dos clubes mais populares de Goiás (o mais popular, segundo seus torcedores) não mantém o embalo da Série C de 2013 e desce no Goiano.

Terça: Juventus vê a torcida crescer, e futebol diminuir

Caso raro de clube pequeno que teve aumento de público, o Moleque Travesso não transforma isso em resultados, e entrou na zona de rebaixamento para a quarta divisão paulista.

Quarta: O calvário do America na Segundona do Rio

Em 2013, o America esteve a um jogo de retornar à elite do futebol carioca. Mas a vida não está tão fácil neste ano. O time não consegue repetir o desempenho dominante, e pena para se manter na briga pela classificação do primeiro turno.

Quinta: Nem Iarley salvou o Ferroviário-CE

O terceiro maior clube do Ceará amargou, em 2014, o primeiro rebaixamento de sua história e celebrará os 20 anos de seu último título jogando a Segundona.

Sexta: Há espaço para otimismo

Mesmo em um cenário árido, há clubes que conseguiram reagir nos últimos anos, às vezes até saindo da inatividade. Como fizeram, e até onde eles realmente acham que podem chegar?

Obs.: a foto acima é de América-RJ x Quissamã pela Segundona do Rio de Janeiro.