Diego Costa, em temporada espetacular pelo Atlético de Madrid (Foto: AP)

A temporada de Diego Costa já é tão boa quanto a melhor de Falcao pelo Atlético

Era impossível recusar aqueles € 60 milhões, mesmo que isso significasse perder o melhor jogador do time. Falcao García arrumou as malas e se mudou para o Principado de Mônaco sem olhar para trás, mas Diego Costa não deixou que a torcida sentisse saudades. Nesta quarta-feira, marcou o segundo gol do Atlético de Madrid na vitória por 3 a 1 sobre o Chelsea e já faz uma temporada tão boa quanto a melhor do colombiano.

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Houve um certo drama antes de a bola abandonar os seus pés do e encontrar o fundo das redes de Mark Schwarzer. Diego Costa foi derrubado por Samuel Eto’o dentro da área e, cobrador oficial da equipe, não fugiu da responsabilidade. Mas passou minutos e mais minutos à procura da posição perfeita da redonda sobre a marca de cal. Tantos minutos que pareceram catimba aos olhos do árbitro Nicola Rizzoli, que o puniu com um cartão amarelo. Ele cultivava um ar nervoso, inseguro.

Era apenas impressão. Cobrou com a confiança, a coragem e a firmeza com as quais o torcedor colchonero já está acostumado. Fez o seu oitavo gol pela Liga dos Campeões e o 36º da temporada. Igual ao 2011/12 de Falcao García, o atacante de € 60 milhões. Pelo Campeonato Espanhol, ainda está com 27, um a menos que o colombiano em 2012/13, quando Diego Costa era a sua dupla de ataque. O camisa 19 ainda tem quatro partidas para superar o ex-companheiro: as três restantes de La Liga e o duelo com o Real Madrid pelo direito de fazer história, na final da Champions, em Lisboa.

Durante os 76 minutos em que ficou em campo, o hispano-brasileiro não foi tão participativo, embora sempre se transforme perfeitamente em uma das 11 engrenagens que fazem o time de Diego Simeone parecer um único corpo. Entre os titulares, só tocou mais vezes na bola que o zagueiro Diego Godín, chutou quatro vezes a gol e acertou apenas uma. Defensivamente, cumpriu muito bem a missão de ocupar os espaços, mas não efetuou nenhum desarme e foi o mais faltoso da equipe visitante, com quatro infrações.

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Descobrimos ao fim do segundo terço da etapa final que Diego Costa estava com dores. Saiu machucado, aos 31, para a entrada de José Sosa. O seu abril teve tantas glórias quanto dores. No começo do mês, perdeu uma partida do Espanhol e a volta das quartas de final contra o Barcelona por causa de uma lesão muscular. No retorno aos gramados, abriu um corte do tamanho do tênis do Shaquille O’Neal na perna para fazer o segundo da vitória por 2 a 0 sobre o Getafe. Uma ferida assustadora, mas nada demais para um tigre, segundo Simeone, e continuou jogando.

E o tigre, mesmo com algumas dores, nunca parou de lutar contra o Chelsea. Pediu substituição apenas quando o placar de 2 a 1 transmitia aos seus irmãos de guerra a tranquilidade de poder sofrer um gol e mesmo assim se classificar. Toda essa garra estará à serviço do Atlético de Madrid na final da Liga dos Campeões e da Espanha na Copa do Mundo. O Mundial do Brasil provavelmente não terá Falcao García, mas essa ausência ser muito bem compensada por Diego Costa.

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