Carlos Tevez é daqueles jogadores que deixam a sua marca. Em geral, positivamente, pela qualidade e dedicação. Mas nem sempre. No caso do seu atual time, o Shanghai Shenhua, Tevez se tornou um problema. Afastado por estar “acima do peso”, segundo o técnico, ele deu entrevista a uma TV francesa e fez duras críticas ao nível técnico dos jogadores chineses. E parece cavar uma saída nada amigável do clube que lhe paga um dos maiores salários do mundo e contratado há menos de um ano atrás.

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“Os jogadores chineses não são naturalmente habilidosos como os sul-americanos ou os europeus, como jogadores que aprenderam futebol quando eles eram crianças”, afirmou o atacante argentino, falando à SFR Sports. “Eles não são bons. Mesmo em 50 anos, eles ainda não serão capazes de competir”, continuou.

O momento de Tevez é terrível na China. Contratado por € 10,5 milhões em janeiro de 2017, depois de uma longa negociação em dezembro, o jogador não conseguiu convencer atuando no Shanghai Shenhua. São apenas 13 jogos, com três gols marcados. O técnico interino Jingui Wu decidiu afastar o argentino desde que assumiu o comando do time, no dia 11 de setembro. O jogador tem sido vaiado por torcedores do clube, em meio a especulações sobre a sua volta ao Boca Juniors no fim do ano. Ele tem contrato até dezembro de 2018.

O fracasso de Tevez no clube levou o presidente do Shanghai Shenhua, Wu Xiaohui, a admitir o problema. “Nossa intenção era trazer um jogador influente e estelar com alta qualidade e nós todos pensamos que Tevez poderia se encaixar nisso. Contudo, pela falta de treinos de inverno e estar em forma para as partidas, ele não atingiu nossas expectativas”, afirmou o dirigente.

Aos 33 anos, Tevez parece no fim de mais um ciclo fora da Argentina, pronto a retornar ao Boca Juniors, onde é ídolo. O clube se virou sem ele e parece que, neste momento, o seu clube de coração se tornou mais importante para ele do que ele para o clube. Seja como for, essa novela tem um final previsível: Tevez dispensado pelo time chinês um ano antes do fim do seu contrato para voltar à Argentina, pela segunda vez. Resta saber se o roteiro seguirá esse destino óbvio. Tudo indica que sim.