Tim Cahill marcou talvez o maior golaço da Copa do Mundo até agora contra a Holanda, mas a Austrália acabou eliminada na primeira fase com três derrotas. Mesmo assim, ele entrou na história ao marcar gols em três Copas do Mundo diferentes, 2006, 2010 e 2014. São cinco gols do atacante no total, uma marca histórica. Mas a vida continua e, eliminado, ele se reapresentou ao seu clube, o New York Red Bulls, dos Estados Unidos. E no primeiro jogo, ele já mostrou o quanto é decisivo.

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A MLS foi retomada nesta semana, mesmo em meio à Copa do Mundo (pô, Obama, dá um jeito nisso aí! Não pode ter campeonato nenhum durante a Copa). Ele não tinha condições de jogar a partida toda, ainda desgastado pela Copa do Mundo, apesar de não ter jogado a partida final dos Socceroos no Mundial, suspenso por dois cartões amarelos. Mesmo assim, a viagem longa e a proximidade do jogo fizeram o técnico optar por deixá-lo no banco e usar no segundo tempo.

“Eu esperava colocar Tim em campo aos 43 minutos com o placar de 3 a 0 para os torcedores o aplaudirem pela maravilhosa Copa do Mundo que ele fez”, afirmou o técnico dos Red Bulls, Mike Petke. “Mas obviamente as coisas mudaram com o placar”, explicou. O time perdia por 2 a 1 em casa para o Toronto e precisava buscar o gol de empate. Por isso, o atacante australiano precisou ser chamado antes.

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“Eu falei com o chefe [na quinta] e ele me perguntou se eu poderia jogar. E eu disse: ‘sim, eu vou jogar’”, declarou Cahill depois do jogo. “Ele sabia de cara que eu não poderia começar jogando, mas eu disse: ‘Se você precisar que eu jogue meia hora, eu estarei pronto’”, contou ainda Cahill. Bom, ele entrou em campo aos 33 minutos do segundo tempo e, nos acréscimos, participou do lance que empatou o jogo. Ele aproveitou um chutão para o ataque para se antecipar, de cabeça, claro, e deixar para Wright-Phillips à vontade para marcar.

O golaço contra a Holanda você pode ver abaixo e em seguida você vê a participação de Cahill no gol de Bradley Wright-Phillips, que empatou o jogo em 2 a 2. Ah, tem o gol de Gilberto também (aquele, ex-Santa Cruz, Inter e Portuguesa), que colocou o Toronto em vantagem: