O técnico da seleção brasileira acredita muito que os sul-americanos chegam fortes à Copa do Mundo 2018. Tite deu entrevista ao Ovación, do Uruguai, e falou sobre suas análises para o Mundial. Para ele, além de Espanha e Alemanha, os sul-americanos estão entre os favoritos. O treinador gaúcho também revelou desejo de treinar na Europa, algo que ele ainda não teve a chance.

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Dificuldade nas Eliminatórias

“A Eliminatória é algo muito difícil. Um exemplo dessas dificuldades é o Chile, que foi a equipe que jogou o melhor futebol dos últimos dois anos e meio, que ganhou duas Copas América consecutivas e ficou fora da Copa. São dificuldades muito grandes”, afirmou Tite.

Resgate do Brasil

“Não sei se mudei a seleção, o que fiz foi resgatá-la. O que busquei foi resgatar a confiança. Que os jogadores jogassem mais tranquilos e confiantes. Que os atletas sintam a alegria de jogar o futebol. Esse fator psicológico de confiança foi determinante. E além do sistema tático, que pode ser um 4-1-4-1 ou um 4-3-3, a equipe é mais agressiva. Procura criar e atacar. A confiança e a função que cada atleta cumpre no campo foi o que nos permitiu fazer tantos gols e jogar bem”, analisou o ex-treinador de Caxias, Grêmio, Internacional e Corinthians.

Objetivo na Rússia

“A meta é a mesma para todos, para Uruguai, França, para Argentina ou Colômbia. Todos queremos ser campeões. É preciso analisar o processo. Se consegue jogar bem, se é criativo e isso se traduz em vitórias, vai ficar próximo. Não assumo como responsabilidade ter que ser campeão e tampouco os jogadores. A responsabilidade é jogar bem”, afirmou ainda o treinador

Favoritos na Copa 2018

O jornal uruguaio perguntou ao treinador do Brasil sobre os favoritos na Copa do Mundo. “Alemanha e Espanha, que são os últimos campeões, mas se falarmos de Uruguai com Suárez e Cavani tem um poder ofensivo muito forte. A Colômbia tem muitos jogadores na Europa rendendo em alto nível e a Argentina tem o melhor jogador do mundo. E o Brasil recuperou seu padrão de jogo. Esses são os candidatos e acredito que a surpresa pode ser a Bélgica, que não tem tradição histórica, mas tem muitos bons jogadores. Essa geração belga é muito boa”, analisou Tite.

Messi e Neymar

Quando foi perguntado se gostaria que Lionel Messi tivesse nascido no Brasil, o treinador, claro, elogiou. “Sim, claro. O brasileiro que diga que não gostaria que Messi tivesse nascido no Brasil, é um mentiroso. Um talento desse… Claro que queria no Brasil”, disse o treinador.

Apesar de não ter Messi, o Brasil tem Neymar. “Neymar é um jogador diferente, com uma capacidade técnica individual impressionante. O que me surpreendeu em Neymar foi sua capacidade de assistências, os passes que ele dá. Uma estatística recente mostra que ele é o jogador mais efetivo, contando gols e assistências. Faz a diferença e está em um processo de evolução”, analisou o treinador.

Depois da Seleção

Quando foi perguntado sobre o que fazer depois de dirigir a seleção brasileira, Tite deixou bem clara a sua intenção. “Dirigir a seleção nacional é o máximo, é ter alcançado o cume da maior montanha, o ponto maior de uma carreira. É o maior orgulho e a maior realização, mas ainda me falta ser técnico na Europa”, confessou o treinador.