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Tolete d’Oro 2013: O mau menino também ganha presente do Papai Noel

Aqui não tem mané Papai Noel, mas tem presente de Natal. E o que seria pior do que ganhar o Tolete d’Oro 2013? Nove entre dez jogadores tiraram seu sapatinho da janela do quintal para não ter o prêmio. E o vencedor merecia mesmo receber tamanha desonraria. Ele foi eleito o pior jogador do futebol brasileiro no ano. Sequer foi um bom menino. Fez xixi na cama, foi malcriado com a torcida e desrespeitou a mamãe. A maior ironia: se ele fosse maloqueiro e sofredor, dificilmente venceria. É claro que estamos falando dele: Alexandre Pato! A gente sabe que você preferia um videogame, mas está aí, o Tolete é seu!

Foi uma goleada do Duck de Itaquera. O que, aliás, soa contraditório, diante de tantos gols que perdeu ao longo do ano. Foram muitos, mas muitos mais votos do que bolas nas redes. A concorrência era forte, mas nem de longe se aproximou do atacante. Pudera, ninguém custou € 15 milhões só para ser xingado pela torcida.

Só outros três indicados tiveram alguma relevância na votação do Tolete d’Oro. Adu até começou bem, mas ficou apenas na promessa eterna. Nem as inúmeras falhas bisonhas e o rebaixamento do Vasco foram suficientes para Cris. E Lúcio, coitado, do alto de sua irrelevância no São Paulo, acabou até esquecido por muitos dos eleitores. Quem estava bastante cotado era o advogado do Fluminense, vejam só. Mas uma ação no STJD impediu que algo manchasse o pó de arroz da turma de Laranjeiras.

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Méritos totais para Pato. Afinal, alguém pareceu mais desinteressado em campo do que ele? Perdeu tantos gols incríveis dentro da pequena área? Apareceu em mais capas de revistas de fofoca do que de futebol? E a cartada final: quem mais bateu um pênalti tão ridículo, contra um dos maiores pegadores de pênalti da história, em um jogo decisivo, ainda dizendo que treinou aquela porcaria? Cabeça erguida. Se não tivesse postura, não seria chamado para desfilar na São Paulo Fashion Week no dia seguinte.

Pato se junta a Keirrison e Adriano, os outros dois grandes ganhadores do Tolete d’Oro. Se faltar raça e sobrar fofoca de novo, é forte candidato para 2014. Claro, se até lá não tiver que se refugiar fora do Brasil para escapar da torcida do Corinthians.