Chegou o momento mais esperado da temporada! Não tem troféu disso, taça daquilo e muito menos ‘craque da galera’. A maior condecoração anual do futebol brasileiro é o Tolete d’Oro. Afinal, não estamos aqui para premiar ninguém que comeu a bola, mas quem pisou nela. Não queremos ser o canal de sua paixão clubística. Este é o para-raios de sua ira. É a chance de vingança, caro torcedor! Desprestigiar aquele que você mandou às favas no estádio, que quase te fez quebrar a TV, que te motivou a xingar muito no twitter.

O Tolete d’Oro está aí para você apontar o pior jogador a desfilar – que fique claro, desfilar, não jogar bola – nos gramados brasileiros em 2013. Pode ser aquele que deu mais caneladas, que perdeu o gol mais feito, que visitou mais o departamento médico ou que tentou um lance de efeito em um jogo decisivo. A decisão é sua em votar no mais pífio.

E o vencedor precisa honrar o trono. Afinal, não é qualquer um que pode sentar sua ruindade nele. Em 2010 e 2011, um bicampeão. Keirrison fez por merecer ao decepcionar seguidamente por Santos e Cruzeiro – afinal, as passagens-relâmpago por Barcelona e Fiorentina nem contaram. Já em 2012, o dono do império foi Adriano. Os concorrentes deste ano, contudo, nem precisam se preocupar muito com os velhos reis: Adrianão preferiu os cochilos na praia e se manteve longe das pessoas ruins, enquanto Keirrison não atingiu nem quórum suficiente para entrar na disputa – não, não decidimos dar ‘hors-concours’ pra ele ainda.

Foi difícil fazer tamanha peneira e escolher dez finalistas, com tantas decepções à disposição. A seleção acabou a encargo de Tolete, o intrépido repórter d’A Várzea, que hoje amarga a realidade comum de muitos jornalistas – o desemprego. E olha que ele nem teve a ajuda de seu velho escudeiro, o estagiário Denílson, que preferiu trancar a faculdade por ver um futuro mais promissor no mercado natalino da 25 de março.

Para votar, é bem simples. Basta deixar seu comentário aqui nesse post mesmo, citando um dos finalistas. Sem mais lenga-lenga, os dez nomes:

Adu em sua apresentação no Bahia, na primeira metade do ano

Adu (Bahia) – Pois o ‘candidato a novo Pelé’ merece um lugar. Chegou badalado ao Fazendão, querendo provar das delícias de Salvador. Mal precisou tirar seu fone de ouvidos tocando Olodum para sair do banco de reservas.

Alecsandro (Atlético Mineiro) – Alecgol até fez dos seus, mas foi simbólico nos momentos mais dramáticos do Galo. Em especial, a falta de Pittoni em que atrapalhou a defesa de Victor na final da Libertadores. E, é claro, por ser astro do Mazembe Reloaded – Missão Casablanca.

Barcos (Grêmio) – Chegou a peso de ouro, depois de uma briga danada com o Palmeiras. Pareceu à toa. De candidato à seleção argentina, talvez não causasse interesse nem ao Talleres depois do péssimo ano que viveu na Azenha.

Pato, principal contratação do Corinthians, ainda não conseguiu render o esperado (Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)

Alexandre Pato (Corinthians) – De ídolo em potencial no Parque São Jorge a nome execrado pelos alvinegros. Pato tem talento para dar a volta por cima, mas o preço altíssimo e o estilo playboy não foram engolidos pelos manos do Corinthians. Para piorar, a cavadinha contra o Grêmio arruinou a última esperança do ano.

Ibson (Flamengo / Corinthians) – Esse soube irritar. Primeiro, desfez a boa imagem que ainda tinha com os rubro-negros, vivendo a draga do primeiro semestre. Depois, ganhou toda a birra dos corintianos. A preguiça foi sua marca registrada.

Lúcio (São Paulo) – Zagueiro pentacampeão do mundo, deixado de lado por um clube que brigava contra o rebaixamento. Mas o capita procurou o ostracismo. De tanto tentar sair jogando, cavou boa parte da cova do São Paulo pré-Muricy – e a sua também.

o-zagueiro-cris-estreou-pelo-vasco-na-derrota-por-3-a-2-para-o-gremio-em-sao-januario-17082013-1376799334972_615x300

Cris (Grêmio / Vasco) – Eis uma unanimidade. Tanto gremistas quanto vascaínos dedicaram todo o seu ‘carinho’ ao zagueiro. Ainda assim, ele se manteve inabalável, da queda na Libertadores ao rebaixamento no Brasileiro. E sempre aprontando das suas.

Marcelo Moreno (Grêmio / Flamengo) – Seu pai falou pra caramba. Mas Marcelo Moreno acabou chutado no Grêmio e acabou chegando como grande reforço no Fla. Redenção? Negativo. De tanto perder gols, acabou brocado por Hernane, mesmo tendo a preferência de Mano Menezes.

Scocco (Internacional) – Chegou ao Beira-Rio com pompas de artilheiro das Américas, jogando muito pelo Newell’s. Só que não convenceu o professor Dunga e, sem jogar na própria posição, pouco fez. Formou o trio fortíssimo de decepções com Forlán e Leandro Damião.

Valdívia (Palmeiras) – Esse tem lugar cativo no Tolete d’Oro. E também no departamento médico do Palmeiras. Até teve umas atuações boas, enganando os saudosistas do velho ‘mago’. Em compensação, sumiu nos principais fracassos alviverdes no ano.

Observação: O Fluminense não teve nenhum indicado ao Tolete d’Oro e já prometeu entrar no STJD para impugnar a eleição.