Segundo maior campeão de Israel e presente na fase de grupos da Liga dos Campeões há seis temporadas, o Hapoel Tel Aviv atravessa o momento mais difícil de seus 90 anos de história. Em 2016/17, pela segunda vez, os alvirrubros foram rebaixados à segunda divisão nacional. A queda surgiu como consequência de uma grave crise administrativa e financeira. Beirando a falência, o clube foi assumido por novos donos, mas nem assim evitou a degola. E, neste final de semana, iniciou sua nova jornada no nível inferior apoiado por sua ampla massa de torcedores. Os fanáticos pegaram a estrada e fizeram a festa contra o Hapoel Rishon LeZion.

O pequeno Estádio Haberfeld, com capacidade para 6 mil espectadores, estava tomado pelo vermelho e pelo branco dos visitantes. A torcida do Hapoel Tel Aviv seguiu ao sul da região metropolitana e lotou as arquibancadas. Bonita manifestação para a reconstrução do time, que surtiu efeito em campo. Os alvirrubros venceram o time da casa por 3 a 0, já assumindo a liderança da segundona. Engajamento que ressalta a identidade do Hapoel como um clube ligado às camadas populares, por suas origens entre os proletários. Ao menos por este primeiro ato, os torcedores trabalharão duro para reerguer a equipe.