O Tottenham venceu o Arsenal em Wembley por 1 a 0 neste sábado, em jogo que abriu a rodada da Premier League. O domínio que os Spurs tiveram na partida não foi refletida no placar. A vitória pelo placar mínimo teve muita da sua falta de eficiência, especialmente no segundo tempo. Os Gunners foram pouco perigosos e só levaram algum perigo já nos minutos finais, quando foi desesperadamente ao ataque. Tudo isso visto pelo maior público da história da Premier League (de 1992 para cá): 83.222 pessoas em Wembley.

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Desde o primeiro tempo, o Tottenham foi superior no jogo, no volume, nas chances criadas, na tentativa de marcar gols. O empate por 0 a 0 no primeiro tempo teve muito mais da incompetência no ataque dos Spurs do que uma eficiência defensiva do time comandado por Arsène Wenger.

Depois de um jogo com ritmo um pouco mais lento no primeiro tempo, a segunda etapa teve muito mais velocidade. O Tottenham partiu para cima com trocas rápidas de passes, chegadas especialmente pelo lado esquerdo com o lateral Bem Davies – depois de atacar muito no primeiro tempo pelo lado direito, com Trippier.

O gol do Tottenham saiu logo no início do segundo tempo, justamente na pressão que o time fez ao voltar dos vestiários. Bem Davies cruzou do lado esquerdo na cabeça de Harry Kane, que subiu muito mais que o zagueiro Koscielny. Wenger reclamou muito de falta do atacante inglês sobre o zagueiro do Arsenal, mas o árbitro considerou a jogada legal.

Já com o jogo no fim, o Arsenal aproveitou que o Tottenham não matou o jogo para tentar um empate. E em um cruzamento para a área, pelo alto, teve uma chance. A bola foi na segunda trave, na direção de Lacazette. O francês bateu de primeira, de voleio… Mas muito, muito longe. Por cima do gol.

Aos 47 minutos do segundo tempo, quase o Arsenal puniu duramente o Tottenham. Lacazette foi lançado, o zagueiro Edwin Sánchez errou o bote e o camisa 9 do Arsenal ficou frente a frente com Hugo Lloris, mas chutou para fora.

No último lance do jogo, o Arsenal conseguiu uma falta na entrada da área. Özil teve a chance, cobrou a falta, mas a bola ficou na barreira. O Arsenal não jogou muito para empatar, mas aproveitou as brechas dadas pelo Tottenham no final.

A vitória premia o time que apresentou o melhor futebol, com o gol do artilheiro do time – e da liga. Dominou o jogo e, se tem algo que precisa melhorar, é justamente a capacidade de decidir jogos que domina, como esse. O placar de 1 a 0 ficou barato perto do que o time jogou e das chances que perdeu. Poderia tranquilamente ter marcado mais dois ou três gols.

O Tottenham tem motivos para se animar com o desempenho do time, ainda que tenha corrido mais riscos que o necessário. O time pode render mais e emplacar mais vitórias seguidas para ficar entre os quatro primeiros colocados, que é o objetivo, já que o Manchester City parece inalcançável no momento.

O Arsenal, por sua vez, não tem nada a comemorar do jogo. Foi completamente dominado pelo rival, teve seus principais jogadores pouco participativos, totalmente presos na marcação rival, e o time não encontrou soluções em campo.

Na tabela, o Tottenham é o terceiro colocado no momento com 52 pontos. O Arsenal é o sexto, com 45.