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Ucranianos aproveitaram o amistoso contra os EUA para se posicionarem contra a Rússia

Os personagens do futebol também agem na grave crise política da Ucrânia. Como mostramos, as torcidas se uniram contra a interferência dos russos, e no amistoso contra os Estados Unidos, nesta quarta-feira, vimos mais uma demonstração a favor do nacionalismo ucraniano.

A partida foi realizada no Chipre por motivos de segurança, depois da onda de protestos que matou pelo menos 77 pessoas e culminou com a saída do presidente Viktor Yanukovitch do poder. Mesmo assim, alguns torcedores ucranianos viajaram para Larnaca, trajeto de cerca de três horas de avião, para ver o amistoso e levaram faixas para expressar as suas posições políticas.

E era um bom momento, porque as atenções dos Estados Unidos estavam voltadas para esse jogo. Um dos fatores do conflito é a posição do presidente americano Barack Obama, que está sendo considerada muito branda em relação às ações de Vladimir Putin, presidente da Rússia.

Uma das faixas passa a mensagem “A Ucrânia não pode ser dividida. Um país, um time”. Provavelmente, em referência à invasão russa na península da Criméia, ao leste do país, região que ainda mantém raízes soviéticas. Segurando um cartaz para cada letra, um outro grupo pediu: “Sem guerra na Ucrânia”.

no war

A Ucrânia, país mais bem ranqueado pela Fifa que não vai para a Copa de 2014, venceu a partida por 2 a 0, gols de Andriy Yarmolenko e Marko Devic. Antes do apito inicial, os 22 jogadores juntaram-se no círculo central para um minuto de silêncio em homenagem aos mortos da guerra civil das últimas semanas.

Porque, ao contrário do que a Fifa tenta impor quase à força, o futebol é, sim, um palco para manifestações políticas. E um muito eficiente.

Os 22 jogadores juntaram-se para homenagear as vítimas da guerra civil da Ucrânia (Foto: AP)

Os 22 jogadores juntaram-se para homenagear as vítimas da guerra civil da Ucrânia (Foto: AP)