O CSKA Moscou, na Rússia, teve uma punição anunciada pela Uefa por comportamento racista da sua torcida no jogo contra o Viktoria Plzen, na Liga dos Campeões, em dezembro. O time da capital russa terá que jogar sob portões fechados. Na sua próxima partida por um torneio europeu. Mais uma vez, a punição é ao clube, como já aconteceu outras vezes, e continuamos atirando para o lugar errado para acabar com o problema.

Além dos portões fechados por um jogo, o CSKA terá que pagar € 50 mil de multa. A punição veio por causa de faixas da torcida que tinha dizeres racistas e símbolos considerados ofensivos. Como o CSKA é reincidente, recebeu a punição e multa.

É o tipo de punição que já foi feita não uma ou duas, mas várias vezes. Vale lembrar que Yayá Touré, do Manchester City, reclamou de racismo no jogo contra os russos. Aplicar a punição ao clube continua sem resolver o problema. Racismo é crime (na maioria dos países, ao menos) e o sujeito que o comete tem que ser punido com rigor. Essa é a solução que continua não sendo feita.

Punir o clube é uma medida que funciona para dar uma satisfação ao público, mas efetivamente não serve para nada. Absolutamente nada. É o que costumamos chamar no Brasil de medida “para inglês ver”. Não será surpresa se a Conmebol seguir a mesma cartilha de punição no caso dos torcedores do Real Garcilaso contra Tinga. Enquanto isso, os racistas continuam indo às arquibancadas e falando suas asneiras.