A nova ideia de Michel Platini é mais um torneio para seleções (Foto: AP)

A Uefa virou um Topa Tudo Por Dinheiro, só que sem o mesmo carisma

Isso fere o sentimento de muitos, mas faz horas que a Uefa virou um Topa Tudo Por Dinheiro, só que sem o carisma do apresentador ou as pegadinhas massa do Ivo Holanda.

A última piada foi aprovar a criação dessa Liga das Nações, que a partir de 2018 será disputada pelas 54 seleções, tipo um campeonato, para substituir os amistosos. Basicamente os país ficarão jogando entre em si num loop eterno, com a exceção da Copa do Mundo – isso se a Uefa não criar a sua própria versão, inventando uma seleção só com estrangeiros que atuam no continente. A coisa vai ser dividida em quatro divisões, com rebaixamento e o escambau.

Já dá pra imaginar a Itália rebaixada e entrando no estádio aos gritos de “ÃO ÃO ÃO, SEGUNDA DIVISÃO!”. O que é só uma força de expressão, claro, porque com todas as apostas e asteriscos do país, a Itália tem tudo pra ser uma espécie de FLUMINENSE da competição. Até as cores da bandeira são as mesmas.

Tudo será muito estranho. Ver a Inglaterra com tantos jogos seguidos com apenas jogadores ingleses em campo; na Espanha todo mundo se perguntando se é verdade que tem mais de dois times com chance; da França surgirá um xeque querendo bancar a compra de brasileiros e argentinos pra naturalizar; a Alemanha vai entrar em colapso com tanto torneio pra ser a favorita e terminar em 4˚.

Já que a coisa tem esse ar meio estapafúrdio, Rússia e Ucrânia podiam realizar um playoff pra decidir com quem fica a Crimeia. Ou as divisões serem organizadas não pelo ranking dos países, mas conforme um tabuleiro de War. Sem contar o Michel Platini, que em vez de dar uma vaguinha pra Eurocopa a cada uma dessas divisões, podia fazer tipo os aviõezinhos de dinheiro do Sílvio e premiar a melhor torcida (estamos contigo, Suécia!).

E, claro, Borat apitando todos jogos. Mal posso esperar.