Para muitos argentinos, a maior rivalidade do país não se vive em Buenos Aires. A rixa local compartilhada apenas entre duas torcidas, que convivem diariamente, deixa um clima extremamente ferrenho ao Clássico Rosarino. Neste domingo, Rosario Central e Newell’s Old Boys se enfrentaram mais uma vez, no Gigante de Arroyito. E a torcida canalla fez uma festa digna à grandeza do confronto. A multidão nas arquibancadas acabou coberta por um bandeirão gigantesco, autoproclamado como “o maior do mundo”.

O trapo de 500 metros de largura e 40 de altura é dividido em seis partes e cobriu quase a totalidade das arquibancadas do Gigante de Arroyito. Traz diferentes símbolos do clube, em trabalho de 400 torcedores que se esforçaram para torná-lo realidade. Além disso, também foi a torcida canalla que bancou os custos – e, segundo as informações que circulam na Argentina, até mesmo nomes ilustres teriam participado, incluindo Ángel Di María, Ángel Correa e Ezequiel Lavezzi.

Há uma contestação se esta é realmente a maior bandeira do mundo, com os fanáticos do Nacional de Montevidéu afirmando que o recorde pertence a eles – inclusive, registrado no Guinness Book, com o trapo de 600 metros de largura e 50 de altura tomando o Estadio Centenario em 2013. Fato é que o recebimento proporcionado pelos rosarinos neste domingo foi inesquecível, com o pano se desdobrando em meio a papéis picados.

Quando a bola rolou, o Rosario Central não decepcionou a sua torcida. Os canallas venceram o NOB por 1 a 0, gol do veteraníssimo Germán Herrera (aquele mesmo, com longa história no futebol brasileiro), cabeceando para as redes logo aos três minutos do primeiro tempo. Com o resultado, o Central chegou à terceira vitória no torneio, a terceira consecutiva, e assumiu o modesto 21° lugar. Pois os leprosos estão ainda piores, em 24°. O triunfo no clássico vale um Natal mais feliz em Rosário.