Thomas Gravesen dava medo. Um dinamarquês fortão, totalmente careca, com olhos de predador e um temperamento instável. Apesar de não ter sido muito técnico, chegou a defender o Real Madrid e, em seus tempos de jogador, devia ser o pesadelo dos meias que marcava – menos pela capacidade de desarmar. Às vezes era o pesadelo dos companheiros também.  Em entrevista ao programa Open Goal, James McFadden contou um caso curioso dos tempos de Everton.

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“Ele era louco”, contou o jogador escocês que dividiu vestiário com Gravesen entre 2003 e 2005. “Ele era um tipo diferente de pessoa. Era alguém que, em grupo, você tentava evitar. Ele era o cara mais hiper ativo. Sempre. O tempo inteiro. Sozinho, era ok, mas, em grupo, era um pesadelo. Um dia, ele trouxe uma arma de paintball e saiu atirando nas pessoas”.

Não parou por aí: “Ele trouxe fogos de artifício um dia. A sala de fisioterapia fica ao lado dos gramados. O fisioterapeuta do clube era um dos caras mais em forma do clube, tinha 50 anos e costumava jogar um pouco. Ele estava correndo com os jogadores machucados, quando Tommy apareceu com um grande foguete e atirou contra ele”.

Em um jogo contra o Chelsea, David Moyes orientou Gravesen a ficar preso no meio-campo para marcar as subidas de Makelele: “‘Não o perca de vista’, ele disse. ‘Não saia dele’, ele disse. Assim que a bola foi para o lateral, Tommy saiu correndo até o lateral para recuperar a bola. ‘Pare!’, gritou Moyes. ‘Tommy, o que você está fazendo?’ ‘Eu consigo chegar lá’. ‘Não se mexa’, respondeu Moyes. Na próxima vez que a bola estava em jogo, Tommy foi atrás dela novamente. ‘Não consigo evitar’, disse. Moyes apenas disse: ‘ok, vá em frente’.”

Atualmente, Gravesen mora em Las Vegas e é jogador de pôquer profissional, avaliado em dezenas de milhões de euros.